UFMG é eleita pelo Inep a universidade federal mais bem avaliada do Brasil

Consideradas todas as instituições públicas, incluindo estaduais, municipais e institutos, a UFMG é a quarta mais bem classificada.

Da Redação | 27/04/2021

Minas Gerais segue sendo destaque na educação. Dessa vez é a UFMG que é apontada como a universidade federal mais bem avaliada do Brasil. De acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC) 2019, divulgado na última sexta-feira, 23, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

É a primeira vez que a UFMG alcança a liderança entre as Instituições Federais de Ensino (Ifes). No entanto, sempre fica entre as primeiras colocadas. Na edição divulgada, o IGC abrangeu 2.070 instituições de ensino superior, montante que representa cerca de 80% das instituições ativas atualmente no país.

A UFMG mantém IGC 5 (as faixas variam de 1 a 5) desde 2007, quando o índice foi criado, mas, nos últimos anos, a Universidade vem crescendo no âmbito do índice contínuo. Na edição de 2019, a Universidade alcançou o valor 4,3025 no levantamento, o mais elevado entre todas as federais do país.

No Brasil

Entre as universidades, a UFMG só perde para a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), segundo a avaliação do Inep. Consideradas todas as instituições públicas, incluindo estaduais, municipais e institutos, a UFMG é a quarta mais bem classificada.

O Instituto Militar de Engenharia (IME), com 4,4591 no índice contínuo, aparece em primeiro lugar, seguido da Unicamp, com 4,4250, e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), com 4,3566. “Vale ressaltar que institutos são organizações bem diferentes das universidades e contam, inclusive, com menos cursos em sua estrutura acadêmica”, pondera a professora Viviane Santos Birchal, diretora de Avaliação Institucional da UFMG.

Dinâmica

Construído com base em uma média ponderada das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição, o IGC é o principal indicador utilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para atestar a qualidade das instituições, envolvendo seus cursos de graduação, mestrado e doutorado, sejam públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, municipais, estaduais ou federais.

O índice serve, entre outras coisas, de referência para a definição de políticas públicas e para os processos de autoavaliação institucional, além de ser utilizado pelo MEC como requisito, critério seletivo ou de distinção em seus processos, explica Viviane Birchal. “O cálculo do IGC engloba a média do Conceito Preliminar de Curso (CPC) do último triênio avaliado (2017-2018-2019), a média dos conceitos de avaliação dos programas de pós-graduação stricto sensu da instituição, com base em dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), e a distribuição dos estudantes entre os diferentes níveis de ensino (graduação ou pós-graduação stricto sensu)”, detalha. 

“O resultado do IGC reforça o que foi alcançado quando a UFMG passou pelo processo de Recredenciamento Institucional em 2017, obtendo Conceito Institucional (CI) também máximo igual a 5”, contextualiza a diretora.

A diretora de Avaliação Institucional ressalta, ainda, que a UFMG se destacou particularmente no conceito médio do doutorado, que forma, junto com o conceito médio de mestrado e com o CPC, o Índice Geral de Cursos (IGC) – o valor alcançado foi 4,9394, o maior entre as universidades federais avaliadas.

Viviane ressalta a importância do IGC para a definição de políticas educacionais na Universidade. “O relatório disponibilizado pelo Inep traz importantes instrumentos de autoavaliação a serem considerados pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFMG. A CPA deve promover reflexões e induzir ações junto às várias instâncias da Universidade, especialmente colegiados e núcleos docentes estruturantes (NDEs) dos cursos”, afirma.

Foto: Fica Lisboa/ UFMG

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