Ter menos e ser mais feliz.

Entre muitas doações, Mariane apostou no Instagram para vender suas roupas, sapatos e acessórios para as amigas e conhecidas brasileiras que também vivem em Portugal.

Da Redação | 26/10/2020

Moda consciente. Entre bazares pessoais e brechós, a moda second hand vem ganhando cada vez mais espaço no mercado.

Se o desapego já é comum na europa, ele também tem ganhado cada vez mais adeptos no Brasil. Seja pela conscientização a respeito do impacto da moda no meio ambiente, seja pela divulgação das mídias sociais como a grande voz do consumidor moderno.

Essa alternativa surge para um público não acostumado a esse tipo de compra, mas que vem se abrindo para novas experiências de consumo. Com isso, o desapego vem ganhando cada vez mais espaço, até mesmo porque, hoje, há uma maior conscientização a respeito do impacto da moda no meio ambiente.

Leia também: Como construir uma marca de moda forte em 2020

Morando em Portugal há mais de um ano, a mineira de Belo Horizonte, Mariane Novais, foi obrigada a buscar uma vida mais simples. Na verdade, ela vem buscando uma vida mais sustentável em todos os sentidos, inclusive na forma como se veste ou como consome.

Passados alguns meses no novo país, a publicitária percebeu que não precisava de tantas roupas e sapatos. Entre muitas doações, Mariane apostou no Instagram para vender suas roupas, sapatos e acessórios para as amigas e conhecidas brasileiras que também vivem em Portugal. Criou o perfil @meuroupeiroagoraeseu há poucos dias e, pelo visto, não é só ela que está mudando seus conceitos sobre moda.

A bem da verdade é que o que se vê hoje é uma verdadeira transformação do universo fashion. Tudo bem que a compra de roupa usada nunca foi um hábito forte brasileiro, possivelmente por causa do preconceito cultural que existe no país. Mas, isso vem mudando. Cada vez mais as pessoas buscam pelas lojas de produtos de segunda mão para ampliar seu guarda-roupa, investir em outras alternativas de consumo e garantir um estilo bacana com um excelente custo-benefício.

“Todos nós somos agentes de mudança. É responsabilidade de todos nós consumirmos de maneira mais consciente, escolhendo melhor o que e como se compra. Sabe aquela máxima que o minimalismo dos anos 90 ajudou a propagar e que diz menos é mais? Pois ela nunca fez tanto sentido como agora”, diz Mariane. “Eu me sinto muito bem quando coloco energia para girar”, reforça a mineira.

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