Supermercados e padarias de BH ficarão fechados domingo 

Da Redação | 23/03/2021

Supermercado

Uma reunião com representantes do setor supermercadita e de padarias, na manhã desta terça-feira, 23, fez com que a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) adotasse medidas mais restritivas para evitar o avanço do novo coronavírus. Sendo assim, supermercados e padarias foram proibidos de funcionarem neste domingo, 28.

A medida já foi comunicada a Amis (Associação Mineira de Supermercados) e Amipão (Sindicato e Associação da Indústria Mineira de Panificação), entidades do setor. O Mercado Central de BH também não vai abrir.

Por meio de nota a Associação Mineira de Supermercados (AMIS) informou que foi comunicada nesta manhã pela prefeitura de Belo Horizonte, que o executivo municipal iria decretar o fechamento dos supermercados na Capital no domingo, 28.

A Associação ainda pontuou que está pronta a colaborar com as autoridades para superar esse momento difícil. No entanto, fez questão de demonstrar sua preocupação sobre a redução no número de dias e horários de funcionamento preocupa o setor. “Significa menos alternativas ao cliente e pode trazer aglomeração, exatamente o que é preciso combater neste momento”, afirma em nota

Com o objetivo de atender a determinação municipal, sem causar transtorno ao consumidor, a AMIS pede à população que vá às lojas em horários alternativos ao longo da semana e que não deixe as compras para a véspera do fechamento.

Vale reforçar que as lojas estarão abertas no sábado até as 8 horas da noite e retoma as atividades na segunda, 29, às 7 horas da manhã, e não há risco de falta de produtos.

Onda Roxa

Desde o dia 17, todas as regiões de Minas Gerais entraram na onda roxa. A princípio, a medida, anunciada pelo governador Romeu Zema para conter a disseminação da covid-19, tem validade por 15 dias.

A decisão foi comunicada durante reunião com prefeitos e representantes de consórcios municipais de saúde, em que foi relatado o agravamento da situação em todas as macrorregiões do Estado. Zema afirmou que a situação atual é a mais grave desde o início da pandemia, em que os hospitais estão no limite de leitos disponíveis e muitas pessoas não estão respeitando as medidas de isolamento.

“É uma medida dura, mas extremamente necessária neste momento para evitar um cenário pior do que já estamos vivendo. Faço um apelo a todos os mineiros: precisamos manter as medidas de proteção e distanciamento social. Não vamos deixar que o cansaço nos vença. Por favor, respeite e colabore para que possamos vencer essa guerra”, afirmou Romeu Zema, em vídeo divulgado nas redes sociais após a reunião.

A decisão de estender a onda roxa para todo o Estado foi tomada, segundo o governador, após ouvir os especialistas em saúde e o comitê de enfrentamento à covid-19, sobre a necessidade de adotar medidas mais restritivas e obrigatórias.

“As filas nos hospitais só têm aumentado. Sabemos que a solução definitiva para esse cenário é a vacinação. Ela está mais rápida, mas ainda é insuficiente para garantir a queda na busca por atendimento médico. Por isso, não nos resta opção a não ser adotar medidas mais restritivas. É uma questão humanitária, para não assistirmos cenas de horror”, disse Zema aos prefeitos.

Os prefeitos que participaram da reunião manifestaram apoio à decisão anunciada pelo governador.

Medidas restritivas

O novo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, também participou da reunião com os prefeitos e reforçou a importância das medidas restritivas que estão sendo anunciadas.

“Nos últimos três dias o número de pacientes retidos aguardando vagas, especialmente em terapia intensiva aumentou de forma exponencial. Diferente de todo o cenário vivido nos últimos 12 meses, desde o início da pandemia, a gente desta vez vive um cenário único, que é todo o Estado sofrendo muito ao mesmo tempo com a pandemia. A Secretaria da Saúde fez uma grande expansão de leitos, os municípios também fizeram, mas chegamos num momento de limite operacional”, disse o secretário.

Ampliação de leitos

Fábio Baccheretti relatou que a Secretaria de Saúde está trabalhando por mais expansão de leitos.

“Estamos utilizando todos os recursos possíveis. Os hospitais da Fhemig estão adaptando blocos cirúrgicos, pronto-atendimento, para vivarem leitos de CTI. Faremos remanejamento de equipamentos, para que os municípios consigam durante essas próximas semanas ampliar leitos”, afirmou.

Desde março do ano passado, o Governo de Minas tem feito todos os esforços para aumentar a capacidade assistencial do estado, como ressaltou o governador Romeu Zema.

“Aumentamos de 2 mil para 4 mil o número de leitos de UTI, de 10 mil para 20 mil os leitos de enfermaria, compramos respiradores, ampliamos o número de profissionais de saúde, e nos preparamos para a maior operação de vacinação da história de Minas, que está em andamento. Mas mesmo assim chegamos agora no momento mais difícil”, disse.

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