Sindijoias começa o ano otimista

Manoel Bernardes, presidente do sindicato, acredita que 2021 será desafiador mas confia na retomada nas vendas

Da Redação | 05/01/2021

O setor de joias e bijuterias foi fortemente afetado pela pandemia e fecha 2020 com saldo negativo. Felizmente, a tendência é que este cenário melhore no próximo ano, é o que diz o presidente do Sindijoias Ajomig, Manoel Bernardes.

A crise econômica, a alta do ouro e do dólar e o prolongado fechamento das lojas foram um baque e tanto no setor. A consequência foi que os insumos ficaram mais caros, e o aumento no preço do produto final também foi um baque para o consumidor. Para a turma da joalheria, soma-se a isso, a desconfiança que ainda existe no consumidor brasileiro com a compra online para artigos de luxo.   

“A alta no preço do ouro associada à desvalorização acelerada do real frente ao dólar interferiu no custo das matérias-primas, o que gerou um aumento no valor final dos produtos, impactando de forma negativa a venda. A retomada vem acontecendo, mas as incertezas fazem com que os consumidores priorizem os bens duráveis e de primeira necessidade. Nosso setor é o primeiro a sentir os impactos de uma crise e o último a se recuperar”, explica Manoel Bernardes.

Durante todo o ano, o Sindijoias Ajomig, junto a parceiros como Fiemg e Sebrae MG, investiu em ações para auxiliar os empresários. Foram cursos e workshops voltados para a captação financeira, além de eventos como a TrendBijoux, primeira feira virtual promovida pela entidade e ACasa Trend, loja colaborativa que está instalada no BH Shopping até 02 de janeiro.

O anuncio da vacina contra Covid-19, a projeção da retomada da economia mundial são noticias que animam o setor. Assim como a expectativa para uma queda no preço do ouro. “Esta é a tendência, mas nada terá resultados se não houver uma reestruturação na gestão das empresas somados a digitalização e abertura de novos canais de venda” pontua Bernardes.  

Foto: Alberto WU

Confira outras notícias (aqui)

Mais Notícias