Setor imobiliário tem ano de recordes

Apesar dos desafios enfrentados em 2021, houve aumento nas vendas, nos lançamentos e na oferta de empregos.

Da Redação | 15/12/2021

Mesmo com pandemia, 2021 deve ser um ano recorde de vendas e lançamentos de imóveis em todo o País, apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor. Nos oito primeiros meses do ano, Belo Horizonte e Nova Lima registraram uma alta de 33,59% nas vendas em relação ao mesmo período de 2020.

O aumento é ainda mais expressivo quando comparado com os dados de 2019: 69,22%. Esse desempenho também é registrado nos lançamentos, que totalizaram alta de 70,15% em relação a 2020 e 185,83 % em relação a 2019. Nesse ritmo, já é evidente que o setor terá um ano de recordes na série histórica.

Entre os motivos que justificam esse aumento está o próprio caráter da pandemia. O isolamento social e o home office trouxeram uma ressignificação do conceito de lar na vida das famílias, que passaram a valorizar mais a casa, buscando mais conforto e qualidade de vida.

Apesar dos aumentos da taxa Selic, as condições de financiamento continuaram competitivas e os juros ainda seguem em patamares inferiores aos dos últimos anos. As empresas também se adaptaram muito rapidamente à pandemia e investiram pesado nas vendas on-line, o que possibilitou alavancar o mercado.

A construção civil está se destacando como o grande parceiro do Brasil na retomada econômica. O setor tem sido o pilar de sustentação de empregos no País, uma vez que é o segmento que mais vem gerando vagas com carteira assinada.

De janeiro a setembro de 2021, Minas Gerais foi o terceiro estado com maior número de criação de novas vagas no setor: 42.622. Além disso, nos últimos 12 meses encerrados em setembro, o número de trabalhadores com carteira assinada na construção civil cresceu 15,41% em Belo Horizonte. Com esses resultados, o setor ultrapassou o número de trabalhadores do período pré-pandemia (janeiro/20).

Apesar do mercado aquecido, os custos com materiais de construção em alta têm pressionado os preços dos imóveis. Nos últimos 12 meses encerrados em outubro de 2021, alguns materiais tiveram aumentos exorbitantes. A chapa de compensado, por exemplo, alcançou 126,90%. Já o preço do tubo de ferro galvanizado aumentou 85,66% e do aço, 78,16%.

Mesmo com esse início do processo de alta de juros e da escalada dos preços de materiais de construção, a expansão do setor imobiliário deve continuar no próximo ano.

Em 2022, a expectativa é de que a taxa Selic se mantenha estável e, talvez, até apresente uma queda. O setor segue com otimismo e espera volume de vendas e lançamentos semelhantes ao deste ano.

(*) Presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)

Foto: Divulgação CC / Sinduscom-MG