Se não for agora, quando será?

Cristina Santos | 12/07/2021

Imaginamos muitas vezes que, quando alcançarmos um destino futuro, um objetivo ou uma conquista, iremos nos sentir realizados, calmos e prontos para a felicidade. Dizemos a nós mesmos que, com o alcance de determinadas metas, iremos finalmente encontrar a serenidade ou a felicidade.

Persuadimo-nos que isto irá acontecer, ou que um relacionamento será harmonioso ou terá mais sintonia, quando nos casarmos, ou quando mudarmos de casa, ou se trocarmos para um carro melhor, ou se tiver um trabalho melhor, ganhar mais dinheiro, ou ainda, quando tivermos um filho ou tivermos aquela casa de campo… ou quaisquer outras metas que irão provavelmente transformar o curso de nossas vidas ou nosso casamento. 

No entanto, na maioria dos casos, pouco tempo depois de alcançarmos algum objetivo, acreditando, equivocadamente, que isso iria mudar as nossas vidas, voltamos ao nosso nível básico de bem-estar. E assim, sem percebermos, estamos vivendo no futuro: um futuro tenso e hipotético e não no presente real e calmo.

Uma das barreiras mais comuns ‘a felicidade é a falsa expectativa de que algo que virá – uma viagem, uma mudança de endereço, um prêmio, uma jóia ou uma decoração nova na casa nos trarão essa felicidade sonhada. Apesar de todas essas coisas poderem contribuir para o nosso bem estar, são apenas uma pequena parte do mosaico de uma vida feliz. A noção de conto de fadas da felicidade – a crença de que alguma coisa nos irá transportar para o “e foram felizes para sempre” – conduz inevitavelmente a desilusão.

Uma vida feliz, ou mais feliz, raras vezes é promovida por um acontecimento extraordinário que a mude. Pelo contrário, é construída de maneira progressiva, experiência a experiência, momento a momento.

Para tornarmos realidade o potencial da vida em termos de “saldo positivo”, deveremos perceber que a vida é o dia a dia, o simples, os pormenores do mosaico. Temos uma vida e um relacionamento felizes quando extraímos prazer e significado da companhia dos nossos entes queridos e da pessoa que amamos, ou da aprendizagem de algo novo ou do empenho que dedicamos a um projeto que acreditamos. E quanto mais preenchermos os nossos dias com essas vivências, mais felizes seremos.

Confira outras notícias (AQUI)

Mais Notícias