Rede Mater Dei faz IPO na Bolsa de Valores, mas controle ainda é da família Salvador

Grupo mineiro fica com R$ 1,4 bilhão e o restante R$ 218,4 milhões para os acionistas vendedores.

Luís Otávio Pires | 15/04/2021

Rede Mater Dei

A Rede Mater Dei aceitou a oferta pública inicial de ações (IPO) na Bolsa de Valores, através de uma operação que movimentou um total de R$ 1,6 bilhão.

O grupo mineiro fica com R$ 1,4 bilhão e o restante R$ 218,4 milhões para os acionistas vendedores. Portanto, a família Salvador – fundadora da empresa – continua dona dos outros 77%.

A rede de hospitais estreia na bolsa na Bolsa de Valores (B3) nesta sexta-feira, 16, com o código “MATD3” valendo R$ 6,4 bilhões. A companhia mineira decidiu vender as ações a R$ 17,44 a unidade.

Elas estão listadas no Novo Mercado, segmento de governança mais elevado da bolsa. O IPO foi coordenado por BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, J.P. Morgan e Safra.

As informações constam no relatório da Câmara de Valores Imobiliários (CVM), divulgados nesta quarta-feira, 14.

Investidores qualificados

A operação agradou os controladores da rede. Isso porque a negociação conseguiu montar um livro com investidores muito qualificados, sendo 74% deles do tipo “long only”, fundos que possuem uma visão de longo prazo.

Entre eles estão empresas como a Velt, Squadra, Equitas, Apex e Truxt. Ainda foram alocados 10% da oferta para o varejo, mesmo tendo uma demanda quase duas vezes maior para esses investidores individuais.

Outro ponto de destaque da negociação é que a rede teve uma procura duas vezes maior que a oferta, com predominância de 87% para investidores brasileiros.

O segmento de saúde tem entrada cada vez mais com suas ações na B3. Além do Mater Dei, outras redes estão na iminência de estrear com ofertas na praça, como o Hospital Care, Kora Saúde e farmacêutica Blau.

Foto: Guilherme Frossard

Confira matéria sobre a negociação do Hospital Biocor aqui.

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