Programa distribui internet para 600 famílias de Minas Gerais

Parceria entre Instituto Ramacrisna e CUFA, tem a coordenação de curadoria da UNESCO.

Da Redação | 09/12/2020

Com o objetivo de democratizar o acesso à internet e oferecer ferramentas para que a população possa retomar suas atividades superando o isolamento digital, o Instituto Ramacrisna em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA) vão distribuir, cerca de 600 chips para mães de famílias em situação de vulnerabilidade social, que são atendidas pelo Ramacrisna. Os chips são da empresa Alô Social (em parceria com a TIM).

A iniciativa faz parte do programa Mães da Favela On, o maior projeto de conectividade em favelas já feito no Brasil com o objetivo de conectar 2 milhões de pessoas até julho de 2021.

Para que a plataforma seja aproveitada como uma ferramenta de retomada econômica e educacional, o projeto enfoca o acesso aos conteúdos voltados à educação e ao empreendedorismo. A coordenação da curadoria e chancela do projeto fica por conta da UNESCO, que apoia o Mães da Favela desde a sua criação.

Com a parceria, será disponibilizado acesso à internet móvel e ligações para as mães do público atendido pelo Instituto em Betim e toda essa ação é possível por conta de parcerias firmadas com empresas como: Alô Social/TIM, PicPay, TikTok, O Boticário, VR Benefícios, Península Participações, Volvo, Comunidade Door e Banco Santander, além das fundações Tide Setúbal e Casas Bahia e dos institutos Humanize e Galo da Manhã.

Para a Vice-Presidente do Instituto Ramacrisna, Solange Bottaro, o programa Mães da Favela On e a plataforma de democratização digital são projetos que têm feito uma grande diferença na vida de muitas pessoas em tempos de recessão econômica e de isolamento social. “Eles escolheram o Instituto Ramacrisna pela presença intensa e próxima que temos com as comunidades que enfrentam insegurança e incerteza social. Abraçar estes projetos nos impulsiona a permitir mais oportunidades às famílias que acompanhamos. Com o acesso a internet por meio destes chips, as crianças e jovens retornarão aos estudos remotamente e muitas mulheres poderão de alguma forma gerar renda para as suas famílias, explica Solange.

Para Marlova Jovchelovitch Noleto, Diretora da UNESCO no Brasil, o apoio institucional ao projeto Mães da Favela, além das demais ações da CUFA, reflete a confiança na credibilidade e na transparência da organização. “É um privilégio para a UNESCO apoiar o trabalho da CUFA e do projeto Mães da Favela, pois são mobilizações sociais como essas que levam ajuda rápida e efetiva a quem realmente mais necessita, neste momento em que precisamos agir com celeridade para alcançar tantas famílias em situação de vulnerabilidade”, complementa Marlova.

As distribuições estão sendo realizadas na sede do Instituto Ramacrisna, respeitando todas as exigências de protocolos de higiene e de segurança.

Projeto Mães da Favela

A Central Única das Favelas (CUFA) lançou, em abril (logo no início da pandemia da COVID -19 no país), o programa Mães da Favela, parte do projeto “CUFA Contra o Vírus”. O objetivo era amenizar os impactos do isolamento social e econômico para milhões de mães solo moradoras de favela de todo o Brasil. O trabalho foi focado nas mães porque são as pessoas que têm maior quantidade de responsabilidade dentro de uma residência e, nas favelas, muitas dessas são chefes de lares, estão com os filhos fora da escola e, de alguma forma, perderam os meios de sobrevivência em função da crise.

CUFA

A CUFA promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, como grafite, DJ, break, rap, audiovisual, basquete de rua, literatura, além de outros projetos sociais. Além disso, promove, produz, distribui e veicula a cultura hip hop através de publicações, discos, vídeos, programas de rádio, shows, concursos, festivais de música, cinema, oficinas de arte, exposições, debates, seminários e outros meios. São as principais formas de expressão da CUFA e servem como ferramentas de integração e inclusão social.

Durante a pandemia do Covid-19, com o intuito de amenizar as dificuldades que os moradores de favela enfrentam, por conta do isolamento, a instituição criou o CUFA Contra o Vírus, que arrecada doações de mantimentos e distribui para moradores de mais de 5 mil favelas de todo o Brasil; e o Mães da Favela, que contempla com uma bolsa de R$ 240 milhões mulheres moradoras desses territórios, que chefiam os seus lares.

Instituto Ramacrisna

Criado pelo jornalista Arlindo Corrêa da Silva, o Instituto Ramacrisna desenvolve a 61 anos projetos culturais, educacionais, aprendizagem, profissionalizantes, entre outros. O nome da instituição é em homenagem ao filósofo indiano Sri Ramakrishna, ecumenista que viveu no século 19 e pregava o trabalho social como forma de transformação do ser humano.

O Ramacrisna coleciona, desde sua fundação, diversas premiações renomadas, entre elas o mais recente: o selo DOAR Certificado A+, padrão de Gestão e Transparência do Terceiro Setor pelo Instituto Doar. Ficou em 1º lugar na regional Minas Gerais e finalista Nacional em 2017 e 2018 pelo Prêmio Itaú-Unicef, o prêmio é considerado o maior do Brasil no campo da educação com a chancela da UNICEF – Fundo das Nações Unidades Para a Infância. Foi selecionada a melhor ONG em Assistência Social no Brasil pelo Instituto Doar e Rede Filantropia em 2018 e tem se mantido entre as 100 Melhores ONGs para se doar pelos últimos 3 anos consecutivos.

Atualmente, a instituição atende, além da comunidade em situação de vulnerabilidade social de Betim, outras doze cidades da região metropolitana de Belo Horizonte. Em 2019, o Instituto atendeu mais de 11.550 pessoas na sede do Ramacrisna, 39.064 atendimentos realizados pelo Ramacrisna em parceria com o Poder Público. Somando 50.614 o total de atendimentos.

Mais Notícias