Professores e pesquisadores da UFMG aparecem em lista de cientistas mais influentes do mundo

Levantamento publicado no periódico acadêmico Plos Biology utiliza base da Scopus, maior banco de dados de resumos e citações da literatura com revisão do mundo.

Luís Otávio Pires | 19/11/2020

UFMG

Educação. Depois de subir duas posições na edição 2021 da versão para a América Latina do QS World University Ranking, publicada no último dia 11 de novembro, a Universidade Federal de Minas Geras (UFMG) tem outro motivo para celebrar.

Um levantamento que utilizou informações da base Scopus, maior banco de dados de resumos e citações da literatura com revisão do mundo, aponta que 28 professores e pesquisadores da instituição estão entre os 100 mil cientistas mais influentes do mundo. A lista global possui 600 pesquisadores de instituições brasileiras, sendo 47 deles de Minas Gerais. Quando são consideradas apenas as citações de 2019, a UFMG tem 39 pesquisadores entre os 100 mil mais influentes.

Métrica

O trabalho foi publicado nesta semana no periódico Plos Biology. É assinado por John P.A. Ionnidis, da Universidade Stanford (EUA), Kevin W. Boyack, da SciTech Strategies, Inc. (EUA), e Jeroen Baas, da Elsevier (Holanda).

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De acordo com o pró-reitor de Pesquisa da UFMG, Mário Montenegro Campos, os autores lançaram mão, neste trabalho, da métrica mais comum quando se busca apurar a influência dos cientistas: a de citações de produções científicas em trabalhos de outros autores.

Campos lembra que a Scopus é uma das bases de dados mais importantes no campo das publicações científicas. São levantamentos que tomam por referência outras bases e terão como resultado números e listas diferentes.

Ranking QS

Ainda neste mês de novembro, a UFMG teve outra notícia importante. A universidade se classificou na 15ª posição no América Latina do QS World University Ranking, entre 410 instituições. Ela passa a ocupar o grupo de 4% das instituições no topo do ranqueamento.

O ranking é liderado pela Pontifícia Universidade Católica do Chile. Entre as 20 instituições mais bem posicionadas no levantamento, sete são brasileiras: USP, Unicamp, UFRJ, Unesp, UFMG, PUC-Rio e UFRGS.

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Segundo a QS, a UFMG melhorou seu desempenho em quatro dos oito indicadores que compõem a avaliação: Docentes com doutorado – é a primeira colocada, com escore máximo (100) –, Impacto na web, Citações por artigo e Reputação entre empregadores.

Além do quesito relativo à formação dos docentes, a UFMG tem notas muito altas também em Redes de pesquisa internacionais (98,9), Impacto na web (95,4) e Publicações por corpo docente (94,9).

Para a reitora Sandra Regina Goulart Almeida, a divulgação de mais essa avaliação internacional confirma que a UFMG tem colhido resultados positivos dos esforços nas diversas frentes de sua atuação.

 “Os rankings utilizam diferentes critérios, e alguns quesitos escolhidos pelo QS têm caráter subjetivo. O bom desempenho da UFMG em vários desses rankings, tanto nacionais quanto internacionais, é consequência de um trabalho sério, de excelência e compromisso social, resultado do esforço coletivo de toda a comunidade”, observa.

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Para ela, a evolução no ranking da QS não é um fato isolado e reforça o trabalho de destaque que a UFMG vem desenvolvendo nos campos do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação, mantendo um desempenho de qualidade e equilibrado em todas as dimensões.

“Nossos resultados em outro ranking, o THE [The Times Higher Education], e no Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes], o prêmio de patente do ano no Brasil e a própria atuação no enfrentamento da covid-19, reconhecida pela sociedade e por várias esferas governamentais, atestam isso e reafirmam nosso compromisso como universidade sintonizada com o interesse público”, afirma a reitora.

FOTO / UFMG / Divulgação

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