Pizza: a rainha do delivery nos mais diversos estilos

Lea Araújo | 19/03/2021

Quando pensamos em pedir comida para entregar em casa, logo vem à mente a tal da pizza. Ela é resistente na viagem, não chega atrapalhada, fácil de ser manuseada e agrada a todos. Tem muita opção e estilo por aí, desde massas mais grossas até aquelas fininhas, com muito recheio, com poucos ingredientes, com bordas infladas, sem bordas e até sofisticadas, com técnicas e insumos artesanais.

O estilo de pizza contemporâneo, também conhecido como degustação ou gourmet, tem a proposta de unir técnicas da alta gastronomia às premissas básicas do pizzaiolo. A composição dos ingredientes é muito bem estudada para que se chegue ao equilíbrio do sabor e textura da pizza ideal. Cada fatia é finalizada de forma individualizada, há liberdade na escolha dos insumos e a aparência final é de comer com os olhos.

Essa linha é seguida pelo chef Leonardo Fontanelli, do La Vera Pizza Italiana, que produz seus próprios embutidos artesanalmente. Outro diferencial é a farinha Petra, produzida a partir de trigo italiano com origem certificada. Por ser menos refinada, preservam-se os nutrientes no processo de moagem augmented stone milling, resultando numa massa rica em sabor e crocância. O chef está sempre com novidades no cardápio e eu adorei suas últimas surpreendentes criações. A massa da pizza foi frita e cuidadosamente finalizada com mortadela, creme de burrata, emulsão de manjericão e chuva de pistache. Em outra invenção, uvas foram acrescentadas na massa resultando em uma ciaccia adocicada com um leve toque de acidez. No La Vera, as pizzas são de massa alta, com quatro ou oito fatias, medem 16 ou 26 cm de diâmetro e custam a partir de R$34 até R$89.

Na Pitza 1780, do gastrônomo Eduardo Maia, o estilo adotado é o italiano, que se parece com a pizza napolitana, porém, com liberdade de expressão no que se refere ao uso de ingredientes locais. Há também a opção do estilo romano, de massa bem fininha, praticamente sem bordas, mediante encomenda. Em Roma, comem-se pizzas finas e estaladiças, assim como em Portugal, conceitos que aprendi na Rota da Pitza, roteiro gastronômico percorrido pelo Eduardo para desvendar os mais diversos estilos de pizzas. Vale a pena dar uma passada pelo perfil do Instagram @pitza1780 e conferir os destaques dos stories. 

Em relação ao cuidado com a farinha, todo ano é feita uma correção no mix utilizado entre as nacionais, argentinas e italianas de forma ajustar a qualidade para se chegar ao preço justo. São dez sabores com o preço fixo de R$29,90 (30cm) sendo quatro deles na opção vegana. Minha “pitza” predileta é a pesto de baru, a castanha do cerrado mineiro, processada com azeite, queijo minas artesanal curado, alho e manjericão. Todo mês é desenvolvido um sabor diferente, e faço votos para que a pizza da última temporada entre para o cardápio fixo. Criativa, leve, saborosa, a “Quintal” é repleta de PANCs mineiras: serralha, ora-pro-nóbis, couve, espinafre, salsinha e rúcula. O queijo é vegano e, para temperar, vai alho-poró, crispy de alho e um toque de azeite. 

A mineiridade está estampada também na Panorama Pizzaria. Por lá, as pizzas foram batizadas com nomes de ruas e bairros de Belo Horizonte. Ingredientes típicos da nossa terra e valorização do pequeno produtor são traços fortes nas pizzas grandes de 30cm ou gigantes com 35cm de diâmetro, a partir de R$48 e R$59, respectivamente. A Guaicurus leva muçarela, queijo azul de Minas, cogumelos Paris, lâminas de amêndoas e mel de figo, bem elegante. A Floresta tem sabor marcante pela linguiça desconstruída na sua constituição e a Sapucaí equivale à marguerita, com tomatinho uva, búfala e basílico. Na versão vegana, vem queijo Viveg, feito à base de castanha de caju. A Guajajaras tem a ousadia do ragu de rabada com queijo Canastra, lascas de pimenta biquinho e agrião, sendo que já foi até vencedora de concurso. 

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Fotos: Arquivo Pessoal

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