Peugeot e Volkswagen também entram na onda elétrica no Brasil

Novos veículos, como o e-208 GT e os ID. 3 e 4, possuem capacidade de autonomia importante e bom nível de conteúdos.

Da Redação | 08/10/2021

Brasil não pode mesmo reclamar da oferta de carros elétricos, embora ainda sejam produtos caríssimos. Além das diversas opções, duas grandes marcas acabam de entrar na onda e apresentam ao mercado nacional seus representantes: a Peugeot com o seu e-208 GT, e a Volkswagen, que vai importar os modelos I.D 3 e I.D 4.

Com preço de R$ 244.990,00, o compacto elétrico da Peugeot chega primeiro ao Rio e São Paulo. No início do ano que vem, amplia a disponibilidade para outras capitais, entre elas Belo Horizonte.

O e-208 GT vem com motor que entrega 260 Nm de torque imediatos (26,5 kgfm) e 136 cv de potência (100 kW), que o permite acelerar de 0 a 100km/h em 8,3 segundos. Há três modos de condução disponíveis, e a escolha fica a critério de quem está ao volante, de acordo com a necessidade do momento. O modo “Eco” tem como foco a otimização da autonomia; já o “Drive” é indicado para garantir o conforto ideal nos deslocamentos do dia a dia, enquanto o “Sport” prioriza o desempenho.

Com 50 kWh de capacidade, este Peugeot é capaz de percorrer até 340 quilômetros (pode chegar aos 400, conforme o tipo de uso) com carga completa (ciclo WLTP). O veículo pode ser carregado em tomadas convencionais do tipo residenciais ou em carregadores rápidos por meio de um plug.

O sistema é composto por um plug Type 2, para corrente alternada (AC), e plug CCS-2, para corrente continua (DC). A bateria – que tem oito anos de garantia ou 160 mil quilômetros – pode ter 80% carga em menos de 30 minutos, caso o usuário utilize uma estação de recarga de 100 kW.

O design do 208 elétrico é igual movido a gasolina/etanol. O conteúdo de tecnologia também se repete.

Além da marca francesa – que hoje também pertence ao grupo Stellantis – a alemã Volkswagen é outra que anunciou para o Brasil seus representantes “ligadões”. São eles os modelos o ID.3 e o ID.4, que já são vendidos em países da Europa, nos Estados Unidos e na China. 

Os carros fazem parte da estratégia de descarbonização da Volkswagen, que visa neutralizar as emissões de CO2 até 2050, não só com a oferta de elétricos, como também de híbridos e movidos a etanol (flex).

Os modelos da família ID possuem visual diferentes em relação a outros produtos da linha, com proporções únicas e linhas limpas e modernas. 

Montados sobre a plataforma MEB, desenvolvida exclusivamente para os carros elétricos do Grupo Volkswagen, eles têm as baterias posicionadas no assoalho do carro, a fim de permitir um melhor aproveitamento do habitáculo. 

Conforme a configuração, um ID pode entregar entre 145 cv e 299 cv de potência máxima, números equivalentes a muitos carros esportivos. Já a autonomia pode variar de 330 a 550 quilômetros. Há um sistema de recarga rápida que pode recuperar até 80% da bateria em aproximadamente 30 minutos, considerando a recarga DC (100 kW). 

Os VW IDs contam com head-up display, com informações projetadas no para-brisa em realidade aumentada, que podem mostrar vários dados em 3D e em realidade aumentada, sobre funções do veículo, recursos de segurança e até sistema de navegação. 

Para o compacto ID.3 há opções de três tamanhos de baterias. A versão compacta com conteúdo energético líquido de 45 kWh permite uma autonomia de até 352 quilômetros com uma única carga (WLTP). Com 58 kWh, o alcance sobe para até 426 quilômetros (WLTP). A bateria maior, com conteúdo energético líquido de 77 kWh, proporciona uma autonomia máxima de 549 quilômetros (WLTP).

As opções são semelhantes para o ID.4: o E-SUV pode percorrer até 346 quilômetros (WLTP) com a bateria de 52 kWh, e uma autonomia de até 522 quilômetros (WLTP) é possível com a bateria de 77 kWh. 

Foto destaque: Volkswagen / Divulgação JC