Parcerias com faculdades ampliam atuação de Centro de Atendimento e Inclusão Social

Ações incluem oferta de estágio para estudantes de medicina, psicologia e assistência social, além realização de cursos e conferências.

Da Redação | 28/09/2021

Cais

O Centro de Atendimento e Inclusão Social (Cais) anunciou a ampliação de parcerias com instituições de ensino superior, entre elas a Universidade Federal de São João del-Rei, Puc Minas e Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais. As ações estratégicas da entidade incluem, por exemplo, a abertura de estágio para estudantes de medicina, psicologia e assistência social, além da oferta de cursos e realização de conferências.

Com a Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), a entidade promoveu uma interlocução através do programa “Circulando os Settings”, que promove uma rede de diálogos e trocas clínicas com instituições de todo o País, com o objetivo de estabelecer estreitamento de laços e intercâmbio de experiência entre as equipes. Participaram profissionais do Cais, alunos de pós-graduação (mestrado e doutorado), estagiários e extensionistas da UFSJ.

Método clínico

A professora e doutora pela UFMG, Glaucia Calvazara, associada ao Departamento de Psicologia da UFSJ, e o professor e doutor em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, Roberto Calazans, lembraram que o programa, desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa e Extensão em Psicanálise da universidade surgiu como aposta na construção de um método clínico que, ancorado à psicanálise, sintetizassem a singularidade e a maneira ímpar de estar no mundo de cada sujeito autista.

Eles destacaram ainda a pesquisa de levantamento na microrregião de São João del-Rei, que mapeou a incidência de casos de autismo entre crianças, possibilitando a adoção de diagnóstico e estratégias clínicas entre crianças autistas, psicóticas e neuróticas graves.

“A escolha do centro para essa interlocução partiu do conhecimento pela nossa equipe dos trabalhos desenvolvidos neste centro, especificamente com as crianças autistas. Do mesmo modo, o fato do trabalho realizado na entidade ser atravessado pela psicanálise, nos leva a querer dialogar com as possibilidades desse trabalho desenvolvido e poder fazer um intercâmbio com nosso fazer em nossa Clínica no interior da universidade”, observa Glaucia Calvazara.

Estágios

O Cais mantém ainda parceria para estágios com três importantes instituições de ensino superior de Minas Gerais. Com a Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais – FCMMG, para alunos dos cursos de medicina e psicologia, com a PUC-Minas, na área do trabalho e, com a UNA, na área de assistência social. 

Até agosto deste ano, mais de 50 alunos fizeram estágio na instituição. O aprendizado compreende cinco semanas de atuação na saúde mental, além das interfaces dos atendimentos com outras clínicas, serviços e programas, em especial ao programa de detecção precoce e intervenção clínica com bebês, além de participação nas reuniões de equipe.

Responsável pela supervisão dos atendimentos dos estagiários, o professor da Faculdade de Ciências Médicas, Flávio Lopes, destaca a integração entre clínicas como um dos grandes avanços no processo prático de aprendizagem.

“O grande diferencial que percebo na formação desses futuros médicos é que no Cais praticamos cotidianamente uma abordagem multiprofissional, orientada pela psicanálise. Nesse ambiente, os alunos conseguem vivenciar os benefícios de uma atuação integrada entre as diferentes clínicas e os diferentes serviços presentes, seja na assistência social, na pedagogia ou nas artes. Nosso foco não se restringe apenas às questões orgânicas da saúde mental. Nos preocupamos com uma escuta diferenciada desses sujeitos e de suas famílias. Isso é muito importante para o desenvolvimento pessoal e profissional desses alunos”, ressalta.

Troca de experiências

A gerente de Desenvolvimento e Organizações do Cais, Ana Regina de Carvalho, também destaca a importância de trocas de experiência e parcerias entre instituições de ensino e pesquisa.

“Essas ações são imprescindíveis”, afirma, frisando que “o interesse das universidades na experiência do Cais é decorrente das bases teóricas e metodologias utilizadas pela instituição”, afirma Ana Regina. Ela aponta que é ação essencial a atuação da equipe transdisciplinar, composta por profissionais de várias especialidades, que possibilita a participação ativa de todos os envolvidos.

Segundo ela, essa metodologia considera as experiências, o saber e o interesse dos sujeitos em atendimento, ao propor uma ação. “O papel do profissional é escutar cada sujeito, fomentar e favorecer as descobertas, as pesquisas e avanços vivenciados por cada um, de forma diversificada”, frisa.

Serviço

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