Para quem está “on”

Em meio aos desafios da pandemia, marketing digital passa por um boom

Da Redação | 22/04/2021

O ano é 2021 e o Marketing Digital, finalmente, deixou de ser o “luxo” de alguns e se transformou em necessidade de todo negócio que deseja sobreviver nos tempos de hoje. 

Conectados na maior vitrine dos tempos modernos – a tela –, hoje não damos um passo sem antes “clicar”; se um nome, seja de negócio ou pessoa, não aparece nas buscas na Internet, a sensação é de que sequer existe na vida real. 

E é surfando nesse mar de oportunidade que, surpreendentemente, a pandemia possibilitou que uma dupla de jovens criativos tirou de letra a tempestade e, num cenário superotimista, celebra o 3º aniversário de sua Seidon. 

Em entrevista ao JORNAL DA CIDADE, o diretor de criação da agência mineira, Phillipe Araújo, conta que muito mais que “vender” redes sociais ou qualquer outro serviço, seu verdadeiro propósito é promover o crescimento e proximidade das marcas com o cliente. Para ele, quem não está “on” já largou em desvantagem na corrida digital. 

Como os desafios trazidos pela pandemia transformaram as relações entre marcas e pessoas?

Considerar que uma crise mundial propiciou a boa fase do marketing digital é, no mínimo, curioso, mas na Seidon seguimos com boas perspectivas diante do caos: estimamos um crescimento de 50% ainda para 2021. A vinda da pandemia trouxe um amadurecimento ao mercado e, naturalmente, o prestígio do profissional do segmento. Atualmente, o empresário sabe que precisa de um especialista em marketing digital, assim como precisa de pagar uma conta de luz. A maneira como isso será feito e com quem, cabe dentro dos sonhos e realidade de cada um, e depende de onde o investidor quer chegar, mas que ele precisa desse profissional e serviço é fato.

Quais os riscos de um negócio que não se atém ao valor desse serviço? 

Existe espaço para todo mundo e dar o primeiro passo é extremamente importante, mas produzir esse conteúdo de qualquer jeito é um barato que pode sair muito caro. Um trabalho de redes sociais mal feito pode ocasionar na queda do ticket médio e perda de oportunidades que afetam a reputação do negócio e colocam em risco novas oportunidades. Afinal, gerar conteúdo é fácil, mas fazer isso de maneira profissional, lendo dados, apresentando métricas, soluções e resultados é coisa de profissional. 

Por que investir em redes sociais e branding hoje é tão importante?

Recentemente nós invertemos essa lógica: a pergunta é por que não investir? O que queremos trabalhar, mostrar e prospectar, são pessoas que já acreditam que essa é a nova realidade. É inadmissível um gestor ou dono de empresa que ainda não enxerga no marketing digital um valor tangível. Existem milhões de maneiras de se fazer isso e a era em que as agências digitais precisavam provar o seu valor acabou. Em um cenário híbrido, sem estabilidade, o investimento em redes sociais é mais baixo que nas mídias tradicionais, com uma segmentação mais assertiva. O resultado é de mais fácil mensuração e bem mais rápido.

O branding também ganhou seu espaço. Hoje o que vemos é um mercado lotado de experiências que é mais bem vendida que o produto em si. É como quando compra um iPhone, nunca é só um smartphone; junto com ele, levamos o status que o aparelho carrega, seu layout e o design com assinatura. A marca é toda construída com esse conceito de inovação, e tudo isso só é possível com um branding bem construído. Em um mercado super competitivo e jogando um game cada dia mais difícil, quem entendeu isso já está na frente, promovendo experiências e não só comercializando itens. 

Mas como se programar num segmento que está em constante evolução?

É estar 100% atentos. Nós percebemos que cada dia mais a comunicação perde a sensação de polo emissor; o usuário quer fazer parte e construir a história da marca junto com ela, lado a lado, e as pessoas estão dando “as caras”. Os donos não estão mais sentados atrás de cadeiras, eles estão no feed do Instagram de seus negócios, e os funcionários idem. A comunicação, depois de um período de glamourização, está mais real e vem mostrando de perto a realidade: se o cenário é de crise? Fale abertamente sobre ela, peça ajuda aos clientes, conte a realidade e proponha um diálogo.

A agência precisa ser flexível, estar aberta, pensar em novos nichos de serviço e maneiras de prestá-lo. Em três anos de negócio, por exemplo, já mudamos nossa logística interna cinco vezes, sempre acompanhando o mercado e sem apego ao processo vigente, e no futuro isso será cada dia mais frequente. Nossa transformação mais recente foi no perfil de nossos clientes que mudou 70%: o que antes era entretenimento, hoje se transformou em escritórios de advocacia, fábricas, hospitais, açougues, negócios do segmento imobiliário, de bem-estar, dentre outros; o mercado corporativo é ainda mais atrativo, com um resultado também mais rápido.

Acreditar nas transformações nas redes também garantiram uma maior autonomia na geração de conteúdo, afinal, se nosso trabalho antigamente era só produzir material o tempo todo, agora precisamos mostrar quem o faz, gente de verdade, vida em tempo real. Num futuro próximo, não só as agências, mas as marcas que não entenderem isso e não acompanharem esse processo estão fadadas ao fracasso.

FOTO / Filipe Abras

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