Olíbano: o rei dos óleos

Usado como perfume e panaceia no passado, ele também era empregado em cerimônias religiosas, trazendo conforto emocional

Pollyanne Lessa Boczar | 11/12/2020

Os óleos essenciais estão presentes na história da humanidade há mais de 5.000 anos. Para nós, cristãos, incenso e mirra são palavras conhecidas desde a primeira idade, pois foram presentes ofertados pelos Reis Magos ao menino Jesus, na ocasião do Seu nascimento, há mais de 2.000 anos. Não por acaso, junto com o ouro, pois, naquele tempo, incenso e mirra, eram tão valiosos que eram comercializados a peso de ouro. 

O incenso, mencionado na Bíblia, é o olíbano – em inglês, frankincense, ou resina aromática –, usado como perfume e panaceia – remédio para todos os males – e conhecido como rei dos óleos. Naquele tempo, era ao mesmo tempo a aspirina, a penicilina e o viagra. Além disso, o olíbano também era utilizado em cerimonias religiosas, já que é considerado óleo de conexão com o sagrado, capaz de abrir canal espiritual e trazer conforto emocional. 

O olíbano, no Novo Testamento, provavelmente era utilizado na sua forma mais primitiva, ou seja, na forma de resina. Extraído de árvores do tipo Boswellia, que crescem apenas numa estreita faixa climática que se estende da região conhecida como Chifre da África até a Índia e em partes do sul da China. São muitos os diferentes tipos de Boswellia, só para citar algumas: carterii, papyrifera, frereana e a mais nobre, a sacra. Esta última, na lista das espécies quase ameaçadas de extinção, vem de Omã, país onde está localizada a Rota do Incenso, declarado Patrimônio Mundial pela Unesco pela sua importância histórica. 

Na antiguidade, era de onde saía o olíbano que abastecia os impérios egípcio, babilônico, grego e romano. Atualmente, a maior parte do fornecimento mundial de olíbano é proveniente da Somália, Eritreia e Iêmen, países onde há conflitos constantes e extrema pobreza, sendo que, para alguns, a extração da resina é a única fonte de renda.

É interessante pensar que, até hoje, muitas destas plantas estão presentes na natureza, nos possibilitando usufruir dos benefícios advindos dos óleos essenciais provenientes delas. Usamos o olíbano para finalidades cosméticas, por ser um poderoso antioxidante e contribuir para o rejuvenescimento da pele quando usado topicamente. Também são atribuídas ao olíbano propriedades anti-inflamatórias, bem como apoio às funções celulares, imunológicas, nervosas e digestivas saudáveis, podendo inclusive ser usado internamente. 

São muitos os benefícios e as propriedades terapêuticas atribuídas ao olíbano, e não poderia ser diferente, se há mais de 2.000 anos já seria bom para o menino Jesus, imagine o quanto pode ser bom para nós. 

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