O Dia D (elas)

Os homens podem até ser mais fortes fisicamente, mesmo assim não chegam aos pés de uma mulher, pois a força delas não está nos músculos, mas nas entranhas.

Humberto Alves Pereira Filho | 08/03/2021

Dia delas, coluna Humberto Alves Pereira Filho

Ele se diz “Tremendão” e até “Terrível”, mas o cantor e compositor, Erasmo Carlos, abre o jogo, entrega os pontos, quando confessa: “Mulher, mulher, na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um dez, sou forte, mas não chego aos seus pés”.

Erasmo não precisou de tirar dez na escola, para saber o óbvio.
Erasmo também não precisou ser filósofo, como a francesa Simone de Beauvoir, para ensinar que “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.
Erasmo Carlos e Simone de Beauvoir podem não ser os melhores exemplos, mas chegaram bem perto do ideal feminino e da definição de Mulher com M.

Fisicamente sim, os homens podem até ser mais fortes. Mesmo assim não chegam aos pés de uma mulher, pois a força delas não está nos músculos, mas nas entranhas.

Nem toda mulher nasce mulher, nasce apenas com o sexo feminino. Tornar-se mulher é outra história. E Mulher com M, História com H.

O texto de hoje é uma homenagem a todas as mulheres, as verdadeiras, as que não perdem tempo exigindo igualdade porque já sabem que são muito superiores, no mínimo, complementares. E não apenas como uma costela do homem!

Sim, as mulheres sofreram e sofrem muito. Têm muito a conquistar, mas nada mal para quem saiu bem atrás, numa inútil corrida, para provar quem é melhor.

Há muito as mulheres estão em todos os lugares, em todos os postos. São a maioria da população, vivem mais que os homens, fazem tudo que eles fazem e, muitas vezes, melhor.

Já passou da hora de perceber que, “há séculos”, as mulheres estão no Poder com P.

Vejam a quantidade e qualidade de mulheres como CEO de muitas e variadas empresas. Se os homens ainda são mais motoristas, as mulheres dirigem, com muito mais responsabilidade, táxis e Uber. Já chegaram até à Fórmula 1 e em 1958!

Aqui mesmo, no Jornalismo, não há dúvida. Já ultrapassaram os homens em números, hierarquia e nem percebemos! Mas basta ligar a TV e ler o nome de quem escreveu tal ou outro texto; quem segura o microfone, quem apresenta, quem comenta; quem é e faz notícia. Com raras exceções têm também o mesmo salário.

Antes de muitos países mais modernos, no Brasil, uma mulher ocupou o cargo máximo do País, como presidente da República. Mesmo assim, são cada vez mais numerosas na Política com P.

Elas brilham no Esporte, nas Artes, nas Ciências; em todas as áreas, com graça ou competência, frequentemente com competência, graça e delicadeza.

E ainda são avós, mães e esposas!

Elas são maioria na linha de frente contra a pandemia de Covid-19.
Arquitetas, decoradoras, mas também advogadas e engenheiras. Enfermeiras e médicas. Professoras, promotoras, procuradoras. Empregadas domésticas, babás, soldadas, delegadas, juízas.

Elas estão em todas, lá na frente e não param de crescer. Nem por isso precisam desfraldar bandeiras feministas; tornaram-se mulheres.
E para terminar como começamos, com música, a musa do tema: “Sexo frágil não foge à luta e nem só de cama vive a mulher (…) Gata borralheira você é princesa, dondoca é uma espécie m extinção. Por isso não provoque, é cor-de-rosa choque”.

Rita Lee, feliz Dia Internacional da Mulher, para você também.

Foto: Edy Fernandes

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