Novo C3 tem a missão de salvar a Citroën no Brasil

Com design robusto e aspecto de mini SUV, compacto da marca francesa é produzido em Porto Real (RJ) e chega ao mercado no início de 2022.

Da Redação | 16/09/2021

A nova geração do C3, apresentado mundialmente nesta quinta-feira, 16, significa uma volta por cima da Citroën no Brasil. Depois que passou a fazer parte do grupo Stellantis, o compacto da marca francesa ganha sobrevida, principalmente no Brasil, onde as vendas são baixas e a receptividade idem. É apenas a 13ª marca no ranking das mais vendidas, com 1,11% de participação e pouco mais de 11 mil unidades emplacadas de janeiro a agosto deste ano.

Mais robusto e muito mais parecido com um mini SUV do que um hatch, o modelo foi desenvolvido e produzido na América do Sul, onde começa a ser vendido em 2022. Portanto, preços e versões serão conhecidos apenas por ocasião do lançamento. 

Além da América do Sul, o C3 vai garantir o futuro da Citroën em outros mercados, como o Oriente Médio, África, Ásia e China, onde a marca já atua e também abrir novos, como a Índia. 

“Para isso, desenvolvemos um ambicioso plano de produtos que prevê o lançamento de três modelos com vocação internacional em três anos. Modelos pensados, desenvolvidos e produzidos em regiões estratégicas”, assegura o CEO da Citroën, Vincent Cobée. Para ele, o novo C3 é uma peça essencial dessa aceleração internacional e o primeiro estágio desta estratégia de crescimento. 

Segundo a montadora, o novo C3 é o primeiro modelo do projeto “C-Cubed” criado em 2019. Ele prevê o lançamento de uma família de três veículos com foco no mercado internacional até 2024, que terão forte integração local de peças e componentes. O objetivo é a redução de custos, sem perder a identidade própria de cada veículo.

Imagens do modelo foram exibidas durante a apresentação on-line, que conectou vários países ao mesmo tempo. É possível perceber que novo C3, que aqui será produzido em Porto Real (RJ), tem capô elevado e uma estrutura da face dianteira que reforça a impressão de largura. 

Sua dianteira é caracterizada por uma assinatura luminosa em dois níveis, com os duplos chevrons que se transformam em barras cromadas e se estendem ao longo da largura do veículo. Depois passam pelos faróis antes de se separar e formar um “Y” nas extremidades. 

Os faróis são compostos por dois elementos separados, com as lanternas, os indicadores de direção e as luzes diurnas no nível superior, os faróis de luz alta e de luz baixa e o DRL. A assinatura luminosa traseira reproduz as duas linhas horizontais, formando um triângulo. 

Na traseira, é possível reparar nas laterais musculosas e painéis de proteção esculpidos na carroceria. As grandes rodas, a altura livre do solo elevada, as molduras pretas das caixas de rodas, as barras de teto são elementos que o transformam mais em um SUV do que em um hatch, como o atual C3.

No interior, o compacto francês ostenta painel horizontal para transmitir a sensação de espaço maior. A Citroën ainda não revelou detalhes de conteúdos que estarão no carro, mas adiantou a presença de tela sensível ao toque de 10 polegadas. Ela conta com a função wireless Mirror Screen, que projeta os aplicativos exibidos no smartphone do condutor. É compatível com o Apple CarplayTM e o Android AutoTM para facilitar a navegação pelos aplicativos e conteúdos multimídia.

A Citroën não aborda também qual será a mecânica do novo C3. Mas o mercado especula ser o motor é o 1.0 Firefly, fabricado em Betim pela Fiat – o mesmo do Mobi e Uno. Este modelo deve sair apenas com transmissão manual. Existe a informação de uma versão com motor 1.6 de 16 válvulas, esta sim com opção de câmbio manual e automática.

Fotos: Divulgação JC / Citroën