Natal traz mais otimismo para o comércio varejista

Fim das restrições e a diminuição da pandemia são apostas para a recuperação das vendas.

Cristiane Miranda | 10/12/2021

O mundo ainda sente os efeitos da pandemia, após quase dois anos de restrições impostas para conter o avanço da doença. O comércio, atividade tão importante, foi um dos setores que mais sentiu os impactos. Mas, diferentemente de 2020, este ano os humores já começaram a melhorar. Para o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida, o ano de 2021 continuou sendo um período de desafios.

“Vimos o arrefecimento da pandemia com o processo de flexibilização da atividade econômica, possibilitando que a cadeia produtiva retomasse sua atividade de uma forma geral, principalmente os setores que, na ponta, lidam com o consumidor”.

De acordo com Guilherme, o varejo e o turismo beneficiaram-se com a diminuição dessas restrições. Para ele, a pandemia e o isolamento social atingiram em cheio esses setores, e a retomada dessas atividades permitiram aos empresários terem acesso, novamente, aos consumidores.  Porém, alguns desafios seguem com a incerteza em relação ao fim da pandemia. “Isso ainda gera preocupações, o que impacta na China, na Europa, gera reflexos aqui no Brasil”, diz.

Para o economista, o momento exige cautela, pois o Brasil vive, atualmente, um processo inflacionário acentuado, além da alta do IGPM que é usado para reajustes de aluguel, e também a desvalorização da moeda. “Tudo isso ainda reflete na retomada do consumo pleno pelas famílias. Mas, no contexto, este ano foi positivo, pois houve a retomada da economia, mas ainda temos uma dificuldade associada ao cenário conjuntural que trará reflexos em 2022”, avalia.

Confiança

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve uma retração em outubro. Essa foi a primeira queda neste semestre, com o indicador atingindo 111,2 pontos percentuais, uma variação negativa de 2,3 pontos em relação ao mês de setembro. Contudo, em comparação ao mesmo período do ano passado, o índice cresceu 15,1 pontos percentuais. Na ocasião, o Icec marcou 95,5 pontos, embalado pelo recuo da primeira onda de Covid-19.

Elaborado pela Fecomércio MG, com dados coletados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Icec reflete as perspectivas em relação ao futuro da economia, do comércio e das empresas, antecedendo aos resultados nas lojas. Além disso, serve de referência para as decisões sobre desenvolvimento local e subsidia os empresários em seus investimentos, controle de estoques e na geração de novas oportunidades de emprego.

Guilherme Almeida contextualiza o cenário atual e avalia que estamos entre o otimismo e a cautela. “A pandemia gerou muitas incertezas no empresariado, atingindo receitas e gerando diversas restrições ao funcionamento do comércio. Agora, com a flexibilização de quase todas as atividades, o empresário se sente mais confiante, embora ainda fique com receio por conta do cenário econômico e uma nova onda de Covid-19.”

Responsável por retratar os planos de melhoria na loja, ampliação de estoques e quadro de funcionários, o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (Iiec) fechou em 96,1 pontos.

Foto: Divulgação CC / Fecomércio MG