Mundo ++ especial

Café é conexão, motivo de prosa e de bons sorriso. Saiba mais dessa história bonita e toda a criação da Coffee ++, a partir do relato de Leo Montesanto.

Leo Montesanto | 08/10/2020

Leo Montesanto: “Café é conexão, motivo de prosa e de bons sorriso. Na minha vida a simbologia e representatividade desse conceito não é diferente. Os meus caminhos sempre foram trilhados pelo perfume de grãos que vieram como o fio condutor lá em casa. Uma relação que começou há muitos anos, mais precisamente no dia 6 de outubro de 1953, pelas mãos do trabalho duro do meu avô Aprigio Tavares Júnior. Foi ele iniciou toda a caminhada da nossa família por esse mundo bonito do café.”

Saiba mais dessa história bonita e toda a criação da Coffee ++, a partir do relato de Leo Montesanto.

Café é conexão, motivo de prosa e de bons sorriso. Na minha vida a simbologia e representatividade desse conceito não é diferente. Os meus caminhos sempre foram trilhados pelo perfume de grãos que vieram como o fio condutor lá em casa.

Uma relação que começou há muitos anos, mais precisamente no dia 6 de outubro de 1953, pelas mãos do trabalho duro do meu avô Aprigio Tavares Júnior. Foi ele iniciou toda a caminhada da nossa família por esse mundo bonito do café.

Imagina você crescer com os pés na terra, com corridas aceleradas no meio das lavouras, almoço de roça com costelinha, batata frita e vinagrete fresquinho? Foi bem assim que a minha trajetória foi conduzida. É verdade, que eu até pensei em traçar outros rumos, mas o coado de cada manhã sempre a minha melhor forma de voltar para o eixo. O jeito feliz de escrever minha história e de me conectar com toda a memória afetiva, que sempre foi o meu fio condutor (e motivacional) de toda minha vida.

Café no Brasil

Uma história, inclusive, que se cruza com a de muitos brasileiros. Pensou aí na correria daquele tanto de primo e o café coado da sua avó perfumando a casa toda? E não é exagero generalizar tudo isso. Até porque, representamos o segundo lugar no consumo mundial de café – o que significa 13% de toda a demanda mundial, ou seja, cerca de 21 milhões de sacas mundiais.

Números de um Brasil que é a grande lavoura do planeta e o maior exportador entre todos os países do globo. Legal isso, né? Confesso para você que falar disso me enche de um orgulho tão grande, que me faz endossar isso em qualquer roda de conversa que eu chegue. Sou daqueles que chega para “cafequizar” quem passar pela minha frente e mostrar que, no mundo superespecial, não existem regras ou fórmulas guiadas. Até porque, como diz meu avô, “no café e no amor não tem “dotor””.

E valorizar todo o trabalho do produtor brasileiro (e de cada pessoa envolvida na cadeia produtiva do café) é um dos grandes propósitos da minha vida. Sabe porque? Tudo é muito bonito, representativo e traz, constantemente, marejado aos meus olhos que vem com a materialização de uma paixão, que vem de berço.

Já vi tanta coisa na roça, meu amigo (a): produtor que acorda numa madrugada de lua cheia para catar frutinhos vermelhinhos de café cereja, que estuda métodos de experimentos na fermentação para aguçar as propriedades dos grãos e que não caminha um segundo sem parar tudo para arrancar um “broto ladrão” (ramos que se parecem com árvore de café, porém eretos, e só nascem para roubar a energia dos outros galhos, além de impedir a entrada de sol no meio da planta, atrapalhando a produção).

Isso não é nem metade do caminho, sabe? Mas eu sempre me perguntei porque esse cafezão, que sempre explodiu na minha boca, geralmente, ia para longe daqui e não movimentava o mercado interno. Por muitos anos, guardei essa frustração.

Será que o brasileiro não reconhece um café superespecial?

Em 2018, durante a Semana Internacional do Café (SIC), vi uma movimentação intensa na feira. Tinha gente de todo o jeito. As pessoas estavam interessadas em conhecer do nosso mundo, traziam perguntas legais sobre fermentação e queriam saber sobre torra.

Ah, meu amigo (a), só de lembrar desse dia eu fico arrepiado aqui. Aquele movimento todo deixou meu coração acelerado, as mãos suadas. O momento que eu tanto sonhava estava chegando e eu queria ser parte de toda aquela revolução.

Eu saí acelerado da SIC. Pensei em um milhão de opções. Nessa época, eu ocupava o cargo de CEO das Fazendas, do grupo Montesanto e vi que o e-commerce poderia ser uma solução para que o café superespecial ficasse no Brasil, sem a prática de preços astronômicos ao consumidor.

Assim, depois de muitas noites de insônia absolutas, planilhas e rabiscos a ideia da Coffee ++ passou a fazer muito sentido. Para a empreitada, fui atrás de grandes amigos e que tinham a mesma relação de amor com o café. Pedrinho Brás e Rafa Terra decidiram encarar esse desafio em prol do café nacional.

Hoje, o nosso propósito é mostrar histórias de pessoas especiais e que pensam especial. Aí, como diz o Pedrinho “o café vem de brinde”. Esse é o nosso mundo e por aqui eu vou trazer, uma vez por mês, um conteúdo especial desse mundo que é meu desde que nasci, há 36 anos. Seja bem vindo.

Saúde e bons cafés!
Leo Montesanto

Mais Notícias