Multicampeão Henrique Avancini abre a série “Lendas” com feras do Mountain Bike

Quem teve algum envolvimento com Copa Internacional Michelin pode contribuir com a iniciativa e enviar fotos e informações.

Da Redação | 19/02/2021

A Copa Internacional Michelin de Mountain Bike (CIMTB) lançou uma série, em formato de podcast, que vai destacar atletas amadores e profissionais que fizeram história nesta importante competição e que e contribuíram para o crescimento do esporte no País. 

Denominado “Lendas”, o programa pode ter a colaboração de todos. Para isso, basta enviar algumas informações por email ([email protected]), tais como fotos (no máximo três), nome ou apelido, cidade/estado, categoria atual, quando foi a primeira vez que correu na Copa, quantas etapas correu e momento inesquecível como atleta e, também, como espectador neste evento. 

A abertura da série foi com o multicampeão Henrique Avancini e já está no Spotify (link no site www.cimtb.com.br). Ele é o maior representante do esporte no País e cinco vezes ganhador na Super Elite da competição. Ele conta que sua história se confunde com o evento, no qual competiu pela primeira vez no ano 2000. Ele também falou sobre sua trajetória como atleta paralelamente ao aquecimento do mercado do mountain bike no Brasil.

“Lembro que o evento foi no Recanto dos Fonda em Sabará, há 22 anos”, contou. Nessa época, as divisões de categorias ainda eram diferentes. A categoria Juvenil acomodava atletas de 13 aos 16.

“Com 13 anos, mesmo correndo com atletas mais velhos, fiquei em terceiro lugar, em 2001. Lembro também, que no final do campeonato, foi o próprio Rogério Bernardes, organizador do evento, que me deu a notícia de que a CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) iria, a partir de 2002, criar a categoria infanto-juvenil. Foi quando eu ganhei meu primeiro campeonato geral na Copa”, conta Avancini.

“Nos primeiros anos eu ia com meu pai e mais dois amigos para dividir a gasolina. A gente ficava acampado. Depois eu passei a ter apoio para ficar nos hoteizinhos das cidades. Mais tarde eu comecei a ir antes, pra fazer a preparação e o reconhecimento de pista. Até chegar no nível que estou hoje, que eu preciso ir com uma equipe gigantesca”, compara.

Desde então, foram sete títulos de categorias e cinco títulos na Elite. Ele só fica atrás de Rubens Donizete, que venceu seis vezes na categoria mais alta. Avancini tem a chance de igualar o recorde este ano. Ele lidera a classificação geral do campeonato de 2020.

Toda esta trajetória bem sucedida do atleta foi fruto de muito trabalho e aprendizado. “A Copa me ensinou a ter uma carreira profissional. Durante muitos anos, e até hoje, ela foi se tornando a base do nosso calendário. Era onde a gente tinha mais exposição, onde tinha um nível de concorrência mais alto, então era o que dava estrutura pra gente pensar na nossa preparação durante todo o ano. Ela foi pra mim e para muita gente, o laboratório para a gente aprender a ser atleta profissional”, observa.

Segundo ele, o evento cresceu acompanhando a evolução do esporte. “Então, até a Elite, os melhores atletas do País ainda tinham uma gestão amadora naquela época. Assim como o evento foi crescendo e se tornando mais expressivo, o esporte também foi, e vice versa. O nível das equipes começou a crescer, um foi alimentando o outro”, avalia.

De 2000 até hoje, Avancini participou de pelo menos uma etapa da competição em todos os anos. Em 2022, a CIMTB Michelin planeja organizar a etapa de abertura da Copa do Mundo de Mountain Bike, em Petrópolis, cidade natal do biker. 

FOTO / Redes Sociais de Henrique Avancini

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