Memorial Vale traz documentário, live, chorinho e culinária

Da Redação | 09/06/2021

O mês de junho no Memorial Vale conta com atrações para lá de especiais. O grupo teatral-musical Maria Cutia apresentará, para crianças de todas as idades, o documentário “O Fim, o Meio e o Início”, para contar a trajetória da famosa (e fictícia) banda Maracutaia no dia 17/06 e uma live brincante no dia 26/06.

O projeto Diversidade Periférica traz uma aula de culinária ancestral e cheia de significados com Kelma Zenaide. E o projeto Memorial Instrumental vem com a delicada apresentação Chorosas. Os projetos Dicas Pretas e Sementes da Diáspora seguem produzindo reflexões de combate ao racismo e de fortalecimento e valorização da cultura afro-descendente.

Durante todo o mês de junho estarão abertas as Convocatórias para o projeto Novos Pesquisadores, que traz trabalhos acadêmicos para serem expostos e discutidos dentro do espaço do museu, aproximando o público do que é produzido nas universidades. Serão selecionadas três propostas e cada uma receberá o valor de R$ 7.000,00. As exposições ocorrerão no ambiente virtual.

As apresentações continuam online, seguindo o planejamento do #MemorialValeEmCasa, feitas pelo Youtube, nas redes sociais do espaço (facebook e instagram) e no site. As transmissões feitas pelo Youtube ficam disponíveis permanentemente no canal do Memorial.

Programação:

Até 30/06 – CONVOCATÓRIAS NOVOS PESQUISADORES

De 1º a 30 de junho o Educativo do Memorial Vale abre as inscrições para a 3ª Edição da Convocatória Novos Pesquisadores. O objetivo é trazer para exposição e debate no espaço do museu os trabalhos de pesquisa científica realizados nas universidades. A convocatória é destinada aos pesquisadores que defenderam, a partir de 2016, dissertações ou teses nas áreas de História, Ciências Sociais, Educação, Antropologia (Etnografia e Arqueologia), Letras, Filosofia, Geografia, Museologia, Artes, Arquitetura e Turismo, e cujos conteúdos dialoguem com o acervo e a expografia do Memorial Minas Gerais Vale e/ou com os Percursos Temáticos propostos pela equipe do Educativo. O proponente deve residir em Minas Gerais. Serão selecionadas três propostas e cada uma receberá o valor de R$ 7.000,00. As exposições ocorrerão no ambiente virtual.

A seleção será feita pela equipe do Educativo e a curadoria será do professor Raul Lanari, que é doutor em história pela UFMG e é professor do curso de Especialização em Conservação e Gestão do Patrimônio Cultural da PUC Minas. As inscrições podem ser feitas no site do Memorial do dia 01/06/2021 até 30/06/2021 e o resultado será divulgado no site no dia 12/07/2021.

SEMENTES DA DIÁSPORA (16, 23 e 30/06)

Todas as quartas-feiras, às 14 horas, o Educativo realiza a instalação “Sementes da Diáspora”. Iniciada em 2019, a ação consiste numa instalação na qual a partir de cards (envelopes com sementes de plantas de origem africana estampados com imagens e informações sobre personalidades afro) instalados no Baobá construído pelo Educativo, o visitante é convidado a “colher” essas sementes e refletir sobre o apagamento do protagonismo negro na nossa história. Nesses tempos de distanciamento por causa da pandemia, a ação continua de forma virtual, nas redes sociais do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.

DICAS PRETAS ( 11, 18 e 25/06)

Às sextas-feiras, às 11 horas, o Educativo divulga as “Dicas Pretas”. São pílulas, com dicas de livros, filmes, etc. com temática étnico racial e produzida por pessoas negras, dando um destaque para produções literárias destinadas ao público infantil. O objetivo é contribuir para discussões sobre as questões étnico raciais, trazendo indicações de conteúdo que ajudem a refletir e conhecer mais sobre a identidade negra. A ação acontece no Instagram do Memorial Vale e possui legenda descritiva das imagens.

GRUPO MARIA CUTIA APRESENTA DOCUMENTÁRIO “O FIM, O MEIO E O INÍCIO”

No dia 17 de junho, quinta-feira, às 19h30, o Grupo Maria Cutia apresenta o documentário inédito e ficcional “O Fim, o Meio e o Início”, que traz à cena os velhos astros do espetáculo Concerto em Ré para relembrar seus dias de fama e sucesso com a grande (e fictícia) banda Maracutaia. Begônia, Felim e Tadeu contam como foi o início, o meio e o fim da mais importante banda de rock’n roll da história. A apresentação integra o projeto “Gerais Cultura de Minas!” do Memorial Vale.

O Grupo Maria Cutia é de Belo Horizonte e já se apresentou em praças e teatros de 6 países, 20 estados, tendo passado por mais de 170 cidades com público superior a 400 mil pessoas nas quase 1000 apresentações e 150 oficinas de formação. O Maria Cutia trabalha o diálogo entre música e teatro, numa investigação autoral denominada música-em-cena, em que a trilha é executada ao vivo pelos atores; e pesquisa as tradições brincantes, a palhaçaria e as máscaras expressivas.

24/06 – AULA DE CULINÁRIA AFETIVA “MEMÓRIAS”, COM KELMA ZENAIDE

No dia 24 de junho, quinta-feira, às 20 horas, o projeto Diversidade Periférica traz “Memórias”, que será uma aula de culinária afetiva com a cozinheira Kelma Zenaide. Kelma apresentará sua arte feita com afeto para revelar os sabores de sua cozinha ancestral, que alimenta o corpo e a alma.

Kelma Zenaide é idealizadora e proprietária da kitutu Gourmet, que trabalha na criação de pratos e produtos como temperos, molhos de pimenta, drinks, doces, pratos autorais e releitura de clássicos. A base de sua gastronomia é a afro-brasileira, considerando as influências africanas e indígenas. Seu trabalho extrapola o território mineiro, devido as influências do norte e nordeste, inspirada na tecnologia ancestral e afetiva. Trás consigo o requinte através da simplicidade, tanto na mescla dos ingredientes que compõe os pratos como também na forma de servi-los, utilizando madeira, folhas, bambu, cerâmica, pedra, cobre, vidro, esmaltado, palhas, barro, taças e copo lagoinha.

O projeto Diversidade Periférica traz mensalmente para o Memorial Minas Gerais Vale uma programação artística-cultural com conteúdos que mergulham na trajetória ancestral dos becos e vielas do espaço de saber chamado Favela, e também das comunidades de periferia de Belo Horizonte e vizinhanças.

Patrícia Alencar, curadora do Diversidade Periférica, é mineira nascida na Favela do Morro do Papagaio, em Belo Horizonte. É ativista social, gestora cultural, arte educadora e dançarina, engajada na luta contra o racismo e pela igualdade social, desenvolve suas atividades desde de 1998. Hoje é uma das Diretoras da CUFA (Central Única de Favelas), co-fundadora da Frente Favela Brasil e também faz parte da Associação Sócio Cultural Bataka. Produziu eventos de relevância para Belo Horizonte, como o Dia das Favelas, Taça das Favelas, Carnafavela, Hip Hop Rua, entre outros. Sua atuação tem como premissa a transformação social por meio das artes e por meio do protagonismo de moradores de favelas.

26/06 – LIVE BRINCANTE COM GRUPO MARIA CUTIA

No dia 26 de junho, sábado, às 10 horas o Grupo Maria Cutia convida todo mundo para uma horinha brincante com cantigas de roda, brinquedos cantados e histórias musicadas. Nesta live interativa, Mariana, Hugo e Leonardo apresentam canções brincadas em Minas Gerais, na Amazônia, em Guiné-Bissau e em outros cantos por onde já passaram teatrando. A live faz parte do projeto “Eu, Criança, no Museu!”, do Memorial Vale.

O Grupo Maria Cutia é uma companhia de teatro que nasceu em Belo Horizonte, em 2006, e desde então se apresenta em praças, parques e ruas de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. O Grupo Maria Cutia já se apresentou em 6 países, 20 estados nacionais e em mais de 170 cidades brasileiras, para um público superior em mais de 400 mil espectadores em seus 14 anos de história, tendo realizado mais de 950 apresentações e mais de 150 oficinas de formação.

27/06 – CHOROSAS NO MEMORIAL INSTRUMENTAL

No dia 27 de junho, domingo, às 11 horas, o Memorial Vale traz, dentro do projeto Memorial Instrumental, a apresentação das Chorosas, que vem com a nostalgia do resgate do universo tradicional do choro. Elas misturam toques da música moderna com a essência desse patrimônio brasileiro, resultando assim em um som alegre e audacioso, com Chris Cordeiro no Cavaquinho, Mariana Martins no violão, Priscila Norberto na flauta e Marina Gomes no pandeiro. O Memorial Instrumental tem curadoria de Juliana Nogueira.

O grupo nasceu da paixão de Chris Cordeiro pelo cavaquinho, do reencontro de Mariana Martins com o violão, com o desejo de reconexão com o choro de Priscila Norberto e da vontade de Marina Gomes em se aperfeiçoar na música instrumental, seja no pandeiro ou no violão. Desses anseios musicais, surgiu no final de 2020 o grupo “Chorosas”. O intuito do grupo é abrir para os amantes do gênero, formando assim grandes rodas para a prática e troca musical democrática,

em um ambiente prazeroso e acolhedor. No repertório elas trazem grandes nomes do choro, como: Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo e muitos outros, além de composições autorais.

Iniciada em março de 2020, a série Memorial Instrumental foi aberta com show em trio em homenagem às mulheres, formado pelos músicos Christiano Caldas (piano), Lincoln Cheib (bateria) e Stephan Kurmann (contrabaixo acústico). Logo após o primeiro show houve uma pausa em função da pandemia. E depois de alguns meses, veio a retomada de forma on-line. No período de junho a dezembro foram realizados, mensalmente, shows com nomes da música instrumental de Belo Horizonte levando até ao público as possibilidades sonoras de instrumentos variados, tocados por músicos de diversas gerações. Em 2021, a série será dedicada às mulheres.

Foto: Felipe Ivanicska.

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