Maquiagem-terapia

Dani Bicalho | 03/06/2021

Nessa pandemia que já me parece interminável, muita coisa aconteceu.

No meu caso, deu tempo de engravidar, ter um filho e ele já estar com quase 6 meses. Isso mesmo: tudo durante a pandemia.

Confesso que no começo desse período bizarro, tomei um bode geral de tudo o que se tratava de maquiagem, produção, ficar arrumada (dentro de casa, pra quê?) e qualquer tipo de vaidade. Talvez por não ser daquelas mulheres que AMAM ficar grávidas e que se deliciam com o barrigão a beira de explodir, meu humor também não colaborou.

Com isso, por um bom tempo, esqueci da existência de produtos de beleza e look do dia. A máscara tampando metade do rosto foi um convite ao desapego total! Sim, fui até as últimas consequências e chafurdei no combo moletom/cara lavada/coquinho no cabelo. Quem nunca?

Após dias, meses e mais de um ano passados com essa nova realidade mais do que estabelecida, me peguei voltando aos poucos a querer ver minha pele corrigida por um BB cream, uma maçã corada pela “saúde” de um blush e uma olheira finalmente disfarçada por um bom corretivo no estilo dormi-oito-horas-de-sono-sem-nenhum-filho-me-acordar. Um luxo! E preciso dizer: me fez muito bem!

Justamente eu, que já estou careca de saber o que uma maquiagem pode fazer na autoestima e no astral das pessoas, havia me esquecido do seu poder absolutamente transformador! Talvez essa abstinência tenha sido boa pra me fazer lembrar disso da melhor forma.

Pude sentir na pele o que as clientes sentem quando levantam da cadeira de um bom maquiador e se olham no espelho depois de uma super produção. Não tem como não amar.

Ultimamente então, ando assim, me maquiando (mesmo que minimamente) para minha satisfação e feliz por poder relembrar o porquê de ser apaixonada pelo universo dos pincéis!

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