Insistem em minimizar o valor da estética na busca pelo bem-estar

Dra. Patrícia Corradi | 01/09/2021

Nos consultórios de endocrinologia, pasmem, a saúde frequentemente não é a motivação principal para melhorar o aspecto estético físico – leia-se: emagrecer, engordar ou ficar forte. Ser mais funcional, mais auto-confiante, resgatar a auto-estima e melhorar a auto-imagem são frequentemente citados como propulsores na busca por tratamentos médicos.

Apesar da estética ser uma motivação absolutamente legítima, para alguns, soa como futilidade o fato de uma pessoa magra e de boa genética gastar algumas horas na academia, fazer dieta ou se render a procedimentos estéticos para se sentir bem com o seu corpo.

Esses mesmos que julgam se esquecem de que o bem-estar físico é um importante critério de saúde. E que o conceito de beleza é muito individual e de extrema variabilidade.

Excetuando-se os casos em que o exagero é notável e, por que não dizer, patológico, desmerecer a motivação estética quando se trata da busca pela melhor versão de si mesmo pode ser simplesmente uma demonstração de inveja, mas, sobretudo, de falta de respeito à liberdade do outro em escolher como se é.

A busca por um corpo melhor, para muitos, pode ser o caminho para a construção de um espírito mais forte, a partir do reconhecimento de suas potencialidades, validadas por um resultado mensurável.

Foto: Pixabay

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