Idosos com mais de 90 anos começam a ser vacinados em Minas

Priorização de grupos populacionais é necessária devido à indisponibilidade imediata de imunizantes para os mais vulneráveis a complicações.

Da Redação | 11/02/2021

Vacinação de idosos

Embora em Belo Horizonte, o cadastramento e vacinação dos idosos acima de 89 começou no início desta semana, em todo o Estado, Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais iniciou ontem a vacinação em pessoas acima de 90 anos.

Com o envio de nova remessa de doses aos municípios mineiros, a partir do dia 9 de fevereiro, Minas Gerais deu início à imunização de 107.931 mil idosos e de 42.353 trabalhadores de saúde.

Para a SES-MG, a priorização de grupos populacionais para a vacinação é necessária devido à indisponibilidade imediata de vacinas para todos os grupos mais vulneráveis às complicações.

“A vacina protege os idosos para que eles não desenvolvam uma forma grave da covid-19, o que desafoga o sistema de saúde, principalmente em relação às ocupações dos leitos de UTI”, explica a subsecretária de Vigilância em Saúde, Janaína Passos.

Indivíduos com mais de 90 anos têm risco 18,3 vezes maior de vir a óbito que o restante da população, e um risco de 8,5 vezes maior de serem hospitalizados.

Conforme o Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde (MS), que orienta a priorização dos idosos acima de 90 anos, um dos cuidados da SES-MG é cumprir o esquema vacinal com as duas doses.

Intervalos das doses

No caso da vacina CoronaVac, o Ministério da Saúde orienta que o intervalo entre as doses seja de 15 dias. Para as doses do imunizante produzido pelo Laboratório AstraZeneca, o intervalo entre a aplicação da primeira e segunda dose deve ser de 12 semanas.

Dessa forma, os grupos também são definidos conforme os imunizantes disponíveis e enviados pelo Ministério da Saúde.

“São vacinas seguras e voltadas para o vírus que está circulando em Minas Gerais. Nos estudos realizados com as duas vacinas, não foi observado nenhum efeito adverso grave”, observa Janaína Passos.

A subsecretária esclarece, ainda, que a imunidade não é imediata e os idosos precisam manter os cuidados, como o uso de máscaras, higienização das mãos e distanciamento social.

Cadastramento

Em relação ao cadastramento deste público e locais de vacinação, a SES-MG orienta aos municípios que sejam identificadas as condições de saúde dos grupos prioritários para a definição das melhores estratégias, para que ocorra de forma ordenada, segura e sem filas.

“Uma ação que pode ser adotada é a vacinação extramuros, como em casos de idosos acamados, em que a equipe de saúde pode ir até a residência para vaciná-lo”, informa Janaína.

Paralelamente à imunização dos idosos com mais de 90 anos, os grupos da primeira etapa continuam sendo vacinados.

Veja como está a vacinação em Minas até 9 de fevereiro:

  • 290 mil profissionais de saúde;
  • 196 mil idosos em instituições de longa permanência;
  • 2 mil pessoas com deficiência institucionalizados;
  • 5,6 mil indígenas.

Confira aqui o número de mineiros imunizados.

Além disso, segundo a SES-MG, todos estes grupos também já estão sendo vacinados com a segunda dose.

Grupos da saúde

Para a definição dos trabalhadores de saúde imunizados, a SES-MG tem adotado as orientações do Ministério da Saúde, conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19.

São considerados como parte deste grupo prioritário todos aqueles profissionais que atuam em espaços e estabelecimentos de assistência e vigilância à saúde, como hospitais, clínicas, ambulatórios e laboratórios.

Conforme publicado pela Deliberação CIB-SUS/MG nº 3.319, fazem parte deste grupo: médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, odontólogos, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, profissionais da educação física, médicos veterinários e seus respectivos técnicos e auxiliares. Também serão vacinados os trabalhadores de apoio, como por exemplo os recepcionistas, seguranças, trabalhadores da limpeza, cozinheiros e auxiliares, motoristas de ambulâncias, entre outros que trabalham em unidades e serviços de saúde.

Incluem-se, ainda, no grupo de trabalhadores de saúde os profissionais que atuam em cuidados domiciliares, como os cuidadores de idosos, doulas e parteiras, assim como os funcionários do sistema funerário que trabalham diretamente com pessoas que vieram a óbito em decorrência da doença.

A vacina também será disponibilizada para acadêmicos e estudantes da área técnica em saúde em estágio nas unidades hospitalares, atenção básica, clínicas e laboratórios.

Foto: Fábio Marchetto / Imprensa MG

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