Grupo Patrimar aterrissa no Rio de Janeiro com empreendimento de alto luxo

Empreendimento Oceana Golf, na Barra da Tijuca, contabiliza mais de 80% da primeira fase vendida.

Cristiane Miranda | 19/11/2021

O Grupo Patrimar vem ao longo dos seus quase 60 anos de existência, construindo e pavimentando sua estrada de sucesso. Este ano, mesmo ainda com a pandemia, a empresa divulgou seus resultados do terceiro trimestre e comemorou os R$ 549 milhões de receita líquida computados até outubro, superando em mais de 120% o valor conquistado em 2020. Os números são expressivos e comprovam que a companhia trilhou o caminho certo. “Somos uma empresa que estamos sempre à frente, dando os passos certos e na hora certa” diz Alex Veiga, CEO do Grupo Patrimar. 

Nessas quase seis décadas, o Grupo manteve sua base de construção e investimentos alto padrão em Belo Horizonte e Região Metropolitana, mas leva agora também para a cidade maravilhosa o primeiro lançamento da companhia no segmento de alto luxo (a companhia já atuava no Rio de Janeiro através da Construtora Novolar, nos segmentos de média e baixa renda).  O Oceana Golf, na Barra da Tijuca, marca a entrada da empresa no segmento de alto luxo do Rio de Janeiro. “Esse empreendimento foi mais um senso de oportunidade que tivemos, foi uma escolha estratégica. O Oceana Golf tem muito mérito nos ótimos números alcançados. Lançamos um VGV (valor geral de vendas) de quase R$ 1 bilhão”, comemora Alex Veiga.

O sucesso do Oceana Golf levou a Patrimar a antecipar para a primeira fase uma torre que estava prevista para ser lançada, apenas na segunda etapa. “Esse é o maior lançamento imobiliário do mercado carioca, com quase R$ 1 bilhão em valor geral de vendas. Todas as seis torres do empreendimento já foram lançadas, isso mostra o quanto esse projeto é bem-sucedido”, enfatiza Felipe Enck Gonçalves, Diretor de Finanças e Relação de Investidores do Grupo Patrimar.

Gestão eficiente

Para chegar a esse patamar, Alex Veiga conta que foi preciso investimento no capital humano. “Os acionistas passaram por um curso na Fundação Dom Cabral, em 2015, no auge da crise econômica. Eu senti a necessidade de reorganizar a empresa, mas também o sentimento da oportunidade, de nos estruturamos e estarmos prontos para um momento melhor. Então, isso que foi feito lá atrás. Nas vacas magras nós nos organizamos, implantamos governança, fizemos uma reorganização administrativa e fomos capacitando a turma nova que estava ingressando no Grupo. Fizemos um curso customizado para a Patrimar, daí realmente mudamos de patamar, as pessoas passaram a ter uma visão diferente da empresa em que atuavam”, explica o CEO.

E foi com essa visão de ver além das montanhas, que Alex Veiga decidiu que em plena pandemia era hora de adquirir terrenos, formando um LandBank invejável. “Com a pandemia nos vimos na mesma situação de 2015, mas conseguimos a oportunidade de adquirir terrenos para a nossa entrada no Rio de Janeiro. Foi uma escolha estratégica de investirmos em um empreendimento fora de BH, pela primeira vez”, afirma. 

Com mais de 80% da primeira fase do Oceana Golf vendida, a empresa já prepara outros empreendimentos na mesma região. São aproximadamente 100 mil metros quadrados de área adquiridas pelo Grupo, na cidade do Rio de Janeiro. “Já lançamos 25 mil metros quadrados, mas ainda temos R$ 2,8 bilhões para lançar no Rio de Janeiro. O Grupo Patrimar possui hoje um estoque de terreno, o LandBank, de R$ 10 bilhões”, informa Felipe Gonçalves.

Com todos esses resultados, a pergunta é inevitável: a Patrimar já está pronta para entrar no mercado de capitais? De acordo com Alex Veiga, a construtora só aguarda o tempo certo. “O momento exato quem irá determinar não somos nós, a gente faz apenas o para casa. Estamos literalmente prontos, mas esperamos uma janela, não creio que será em 2022, mas a expectativa que nosso IPO será em 2023”.

“Dentro de um caminho, de uma maratona, que é fazer um IPO, a gente já percorreu 30 quilômetros, que é essa fase de obtenção de registro. A partir de agora, é mais o sinal do mercado, de termos um preço competitivo. Esse é mais um passo para irmos além do que já temos projetado. A partir dessa entrada no mercado de capitais, iremos dar um salto ainda maior”, salienta Felipe.

Mercado em BH

Minas Gerais ainda é o principal mercado para a Patrimar, mas o CEO e o diretor de Finanças são unânimes em afirmar que o empreendimento Oceana Golf, no Rio de Janeiro, mudou o equilíbrio da balança. “A gente tem uma operação muito forte no Rio de Janeiro, na classe de menor renda, com a Novolar, que é a nossa empresa voltada para a construção de empreendimentos para a classe baixa. Mas, este ano, o Oceana Golf equilibrou o mercado que antes era dominado pelas construções na capital mineira, mas Minas ainda é o nosso principal mercado”, afirma Alex Veiga.

“O que nos levou a esse patamar, foi que nos momentos mais difíceis negociamos os terrenos que temos hoje. Claro que continuamos comprando, pois estamos neste processo de crescimento. Diria que estamos uma volta na frente, nesta maratona”, ressalta Alex Veiga.

A visão para o futuro também colocou a Patrimar à frente, quando áreas consideradas de alto padrão começaram a despontar como o bairro Belvedere e o Vila da Serra, em Nova Lima. “Nós fomos o que mais construímos no Belvedere e no Vila da Serra, quando muitas construtoras não acreditaram que esses locais iriam prosperar”, ressalta o CEO.

Novos projetos

As perspectivas para 2022 são as melhores, com a aposta em mais crescimento. “Em 2022, teremos um crescimento bem robusto. Com a estrutura de capital que temos, a vantagem é que temos a liberdade de acelerar ou frear os lançamentos. Não somos uma empresa que precisa fazer negócios a qualquer custo”, pontua Felipe Gonçalves.

No ano que vem, a Patrimar espera lançar sete novos empreendimentos em Belo Horizonte e em Nova Lima. Os bairros Ouro Preto e Estoril serão contemplados, além de um condomínio de casas em Nova Lima. “Esses todos serão pela Novolar”, informa Veiga. No Rio de Janeiro existe a previsão de um lançamento, no primeiro semestre de 2022.

FOTOS / Divulgação JC / Patrimar