Estudo mostra queda de emissões de gases do efeito estufa em Belo Horizonte

Isolamento social durante a pandemia ajuda na redução de 23% nos segmentos de resíduos, transportes, industriais e residenciais.

Da Redação | 10/06/2021

Belo Horizonte está menos poluída. Pelo menos é o que revela o 5º Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em 2020. Ele mostra que as emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, caíram 23% na capital mineira, na comparação com 2019. No setor de transportes, a queda nas emissões foi de 29% em igual período. 

BH é a primeira capital do país a apresentar este tipo de estudo levando em conta os efeitos da pandemia. “Essa entrega é mais uma ação realizada pela PBH, no contexto das celebrações da Semana do Meio Ambiente. É a partir deste diagnóstico que vamos continuar executando políticas públicas que possam reduzir nossas emissões e, ao mesmo tempo, alinhar desenvolvimento econômico com preservação do meio ambiente. Com a pandemia, outro desafio é a conexão entre políticas públicas sanitárias e ambientais, pois a crise mostrou que saúde e meio ambiente são indissociáveis”, afirma o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck.

Os resultados podem estar associados, principalmente, à redução da atividade econômica no período da pandemia, iniciada em março de 2020, que impôs isolamento social e o fechamento de atividades não essenciais em vários períodos ao longo do ano. No entanto, segundo o relatório, o esforço do poder público em executar políticas para reduzir os níveis de poluição deve ser considerado.

 Os municípios têm papel fundamental na implantação de políticas públicas de mitigação e adaptação em relação às mudanças climáticas, uma vez que muitas maneiras de reduzir as emissões de GEE e os seus efeitos sob o aquecimento global estão em sua competência de atuação e planejamento.

 O secretário executivo do Comitê Municipal de Mudanças Climáticas e Ecoeficiência (CMMCE), Dany Silvio Amaral, explica que projetos de reflorestamento em áreas degradadas, investimento em eficiência energética, aproveitamento de resíduos sólidos, incentivo ao uso de energia renovável e à conservação de áreas naturais são alguns exemplos de ações locais que já contribuem para a redução das emissões na terceira capital do País, independentemente do cenário atual de pandemia. O CMMCE) é um órgão colegiado responsável pela mobilização, construção de critérios e validação do documento.

Segundo ele, entender as fontes dessas emissões nas cidades e nos países é a chave para o planejamento de ações de enfrentamento às mudanças climáticas. Daí a importância de se realizar o inventário de emissões, que segue protocolos internacionais de avaliação e é calculado a partir do perfil das emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa no município.

 De acordo com o levantamento, as emissões totais de GEE em 2020 mostram uma redução de 23% em relação a 2019. O setor “Fontes Estacionárias de Energia”, que inclui o consumo de energia elétrica e a queima de combustíveis nos segmentos residencial, industrial, comércio e serviços, apresentou redução de 10% de emissão de GEE na comparação com 2019.

 Já o setor “Resíduos” registrou recuo de 21% na emissão de gás de efeito estufa de 2020 em relação a 2019. O setor “Transporte”, responsável pela maior parte das emissões totais, teve queda de 29%, em relação a 2019, sendo fortemente impactado pelas medidas sanitárias impostas devido ao combate ao Covid-19.

Foto: Pixabay

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