Engenharia clínica X segurança do paciente

A manutenção preventiva é outra atribuição importante da engenharia clínica, pois monitora a vida útil das peças para identificar o nível de desgaste, evitando uma paralisação repentina

Da Redação | 09/11/2020

Saúde. Um dos problemas que preocupa muito tantos as autoridades de saúde quanto a população é a estrutura de hospitais e equipamentos. Promover o bom atendimento e a segurança do paciente é essencial, evitando acidentes e complicações nos quadros clínicos. Nesse sentido, a qualidade e manutenção dos equipamentos hospitalares torna-se um pilar, já que o tratamento, diagnóstico e suporte a vida estão cada vez mais dependentes desses recursos.

Falhas podem resultar em situações ameaçadoras da vida, eventos adversos e sequelas. Por isso, é preciso administrar todos os aspectos que envolvem as tecnologias de saúde, os equipamentos médicos e a resolução de problemas gerenciais relativos aos mesmos.

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Nesse contexto, as atividades exercidas pela engenharia clínica são extremamente importantes, visando minimizar os riscos aos pacientes. São avaliados, por exemplo, quais danos um tomógrafo ou uma bomba de infusão podem causar no paciente e quais procedimentos precisam ser feitos para evitar complicações maiores.

Outra prática importante é a tecnovigilância, que visa identificar e resolver problemas decorrentes da utilização dos equipamentos. O engenheiro classifica a tecnologia quanto ao possível dano causado no paciente, prezando pela correta calibração dos equipamentos utilizados no hospital. Essa atividade é fundamental, pois a partir dela é possível concluir que as alterações dos exames se devem às características clínicas dos pacientes e não da sensibilidade ou especificidade alterada das máquinas.

A manutenção preventiva é outra atribuição importante da engenharia clínica, pois monitora a vida útil das peças para identificar o nível de desgaste, evitando uma paralisação repentina. Essa atividade é essencial, principalmente durante uma pandemia como a que vivemos, onde ventiladores mecânicos, por exemplo, não podem apresentar falhas. 

Diante da comprovada importância da engenharia clínica, como o profissional pode desempenhar todas essas funções com eficiência? A tecnologia é uma grande aliada. Os softwares voltados para a área permitem que as informações sobre os equipamentos e recursos do hospital sejam documentadas e padronizadas, possibilitando o controle dos planos de manutenção e calibração. Os analisadores e simuladores contribuem para a segurança hospitalar, pois ajudam a verificar se os equipamentos estão funcionando da forma adequada, evitando o uso indevido e consequentes danos ao paciente. 

Muitas instituições estão atentas à necessidade de melhoria da segurança para manter uma gestão eficiente dos equipamentos. Com isso, o investimento em tecnologias que permitam otimizar esse processo tem crescido e existem empresas especializadas no desenvolvimento e fornecimento dessas ferramentas, como a Arkmeds Tecnologia. A empresa disponibiliza softwares, analisadores e simuladores para diversas instituições de saúde, recursos que se tornaram essenciais para a segurança do paciente e a qualidade do atendimento. A tendência é que o uso de soluções voltadas para a engenharia clínica cresça consideravelmente, contribuindo cada vez mais para o bem-estar dos pacientes. 

Texto: Thiago Bajur – Engenheiro de controle e automação, especialista em engenharia de sistemas médicos na Alemanha, fundador e sócio da Arkmeds Tecnologia, Stranlab, Findoo e Instituto E-Class.

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