Diálogo, bom senso e recuperação econômica

Há muito o que ser feito e Minas Gerais se organizou devidamente para seguirmos em frente

Lucas Gonzalez | 18/02/2021

Com a assinatura do acordo entre a Vale e o governo de Minas, quanto à barragem de Brumadinho, venceram o bom senso e a sensibilidade. Os mais de R$ 37 bilhões (exatos R$ 37.689.767.329,00), previstos no documento contemplam investimentos em hospitais, na construção de um rodoanel e no metrô de Belo Horizonte. 

Com R$ 9,17 bilhões, será criado um Programa de Transferência de Renda para os moradores das regiões atingidas, sucedendo o auxílio emergencial, que seria encerrado no dia 28 de fevereiro. Já o montante de R$ 4,7 bilhões possibilitará o conjunto dos projetos de reparação socioeconômica e ambiental da Bacia do Rio Paraopeba, que prevê a criação de cerca de 365 mil empregos diretos e indiretos. Entre as ações, estão a reforma e melhoria de todas escolas estaduais e municipais, a conclusão de obras das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) desses municípios, melhoria da Rede de Atenção Psicossocial e ações de promoção de emprego e renda.

Dando sequência no filtro financeiro do acordo, se faz importante destacar que o valor de R$ 1,55 bilhão será utilizado na compensação dos danos ambientais já conhecidos. Um dos projetos desenvolvidos como compensação é a universalização do saneamento básico nos municípios atingidos. Todas as ações que no futuro se mostrarem necessárias para a reparação socioambiental serão feitas e integralmente custeadas pela Vale. A estimativa inicial de investimentos é de R$ 5 bilhões. Já com R$ 2,05 bilhões, serão feitas obras nas Bacias do Paraopeba e do Rio das Velhas, que garantirão a segurança hídrica da Região Metropolitana de Belo Horizonte, inclusive de municípios atingidos. As intervenções têm o objetivo de melhorar a capacidade de integração entre os sistemas Paraopeba e das Velhas, evitando o desabastecimento. O Rodoanel e melhorias em nosso metrô, por sua vez, receberão R$ 4,95 bilhões, previstos nos projetos de mobilidade na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que proporcionam qualificações na mobilidade também nos municípios da Bacia do Rio Paraopeba. 

Para hospitais, o acordo prevê R$ 4,37 bilhões. Entre eles, há a renovação de frota, aquisição de equipamentos e melhorias logísticas para o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e as polícias Militar e Civil, além de melhorias nas unidades de conservação do Estado. Também está prevista a conclusão de obras de hospitais regionais e melhorias nas unidades da Rede Fhemig, que são referência para os municípios atingidos, com modernização dos hospitais João XXIII, Julia Kubitschek e João Paulo II. O montante de reparação prevê ainda a construção de uma biofábrica da Fundação Ezequiel Dias (Funed) com capacidade de produzir mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, que reduz a transmissão de doenças pelo vetor.

Por fim, também estão inseridos recursos que já tiveram sua aplicação iniciada pela Vale em projetos de reparação, no valor de R$ 5,89 bilhões. Desses, R$ 4,39 bilhões foram investidos em ações de reparação, pagamento de moradias provisórias de atingidos, atendimentos psicossociais, fornecimento de água para consumo humano e irrigação, as obra de nova captação de água no Rio Paraopeba, obras emergenciais para contenção de rejeitos, além de repasses para o fortalecimento do combate à pandemia de Covid-19.

Há muito o que ser feito e Minas Gerais se organizou devidamente para seguirmos em frente, com respeito pelos que se foram e também por quem depende da economia ativa. É tempo de trabalho.

                                    Deputado Federal Lucas Gonzalez (NOVO/MG)

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