Dia Mundial do Rock tem concerto dos Beatles em igreja e guia de viagem por cidades roqueiras

Data relembra 13 de julho de 1985, quando aconteceram na Inglaterra e nos Estados Unidos mega shows com diversas estrelas da música em prol das vítimas da crise humanitária na África.

Da Redação | 13/07/2021

Concerto dos Beatles

O Dia Mundial do Rock é comemorado neste dia 13 de julho, mas as celebrações duram mais um pouco e por todos os lados e com vários estilos. Até mesmo misturando o ritmo mais famoso do mundo com a música clássica.

É o que propõe a Orquestra Ouro Preto que no próximo dia 17 de julho apresenta os clássicos de uma das bandas mais icônicas (ou a mais) do rock: os Beatles. A apresentação acontece na da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, para celebrar ainda o aniversário de 310 anos de Sabará (MG), com transmissão ao vivo, gratuita, pelo canal do YouTube (LINK AQUI), às 20h30.

O concerto acontece de portas fechadas, sem a presença de público, e seguindo rigoroso protocolo de segurança contra a proliferação da Covid-19.

Canções famosas

O tributo à música do Quarteto de Liverpool em Sabará traz no repertório arranjos orquestrais de canções famosas no mundo todo como “Can’t Buy Me Love”, “I Want to Hold Your Hand”, “Twist and Shout”, “Here Comes the Sun”, “The Long and Winding Road”, “While My Guitar Gently Weeps”, dentre outras.

O concerto apresenta o álbum “Orquestra Ouro Preto – The Beatles Vol. 2” que conta com arranjos de Mateus Freire, e propõe um diálogo entre os universos da música erudita e popular.

Gênero imortal

Neste dia tão especial, há ainda dicas de cidades ao redor do mundo que combinam com o rock.  

“Quisemos relembrar esse gênero imortal da música internacional com algumas recomendações para cidades onde seu espírito ainda é vivido com grande paixão e fervor”, explica o idealizador do guia, Alexandre Camargo. Ele é executivo da Assist Card, empresa especializada em seguro-viagem.

Segundo ele, viagem é uma experiência muito particular e única, com motivações diversas. “Mas a música convida a todos a viajar ao ritmo da história onde nasceram as canções e as bandas que fazem parte da trilha sonora de cada um de nós”, observa.

Alguns locais continuam fechados para viajantes por causa da pandemia. Mas quando tudo acabar, poderão ser visitados. Portanto, guarde as indicações:

Memphis (EUA)

Se alguém ainda acredita que o Rei do Rock vive, certamente um bom lugar para começar a procurá-lo é na cidade mais importante do Tennessee. A sombra alongada de Elvis Presley se estende a cada esquina, e sua grande mansão em Graceland é um verdadeiro centro de peregrinação, a 15 quilômetro do Centro, onde se encontra seu túmulo.

Também é possível fazer visitas guiadas aos míticos Sun Studios, local de gravação dos primeiros discos de Elvis e um espaço-chave no nascimento e popularização do rock. Para completar a experiência, vale assistir a um show no clube Beale, onde reina o blues, um dos estilos precursores do rock. Para reviver a história do rock por meio do soul – um derivado entre rock and roll, R&B e música gospel –, a recomendação é ir à Rua East McLemore, onde o Stax Museum oferece o melhor desse subgênero. Por lá, gravaram Otis Redding e Isaac Hayes.

Beale street em Memphis, terra de Elvis Presley (Foto: Pixabay)

Liverpool (Inglaterra)

A banda mais famosa do Reino Unido era conhecida como Os Garotos de Liverpool. Por isso, a cidade é um importante ponto de parada para os amantes da música de estilos mais clássicos, graças à história escrita por esse grande fenômeno de massa em torno do rock and roll dos anos 60.

Os Beatles são possivelmente a banda mais famosa do mundo, e a mais importante da música moderna. A cidade sempre reconheceu a importância de John, Paul, George e Ringo, com estátuas dedicadas a eles e até mesmo um aeroporto.

Além do museu e de locais históricos como o Fab Four, Penny Lane e Strawberry Fields, é imprescindível visitar o The Cavern Club, a verdadeira sede dos Beatles. Além de ouvir boa música ao vivo, é possível  encontrar uma infinidade de objetos musicais icônicos.

Estátua de John Lennon no Cavern Club em Liverpool (Foto: RPMA/Divulgação)

Londres (Inglaterra)

Os sinais da identidade rock da capital britânica não começam nem terminam com o show Live Aid, no antigo Estádio de Wembley, tampouco podem ser mensurados. Alguns lugares para visitar e conhecer incluem o bairro de Camden Town, lar de artistas como David Bowie, Amy Winehouse e Chris Martin, do Coldplay.

A herança musical do bairro vive no Castelo de Dublin, ou Electric Ballroom, com mais de 70 anos e que já acolheu grandes grupos, como The Clash, U2 e The Smiths. Já em Oxford Street, é possível visitar o 100 Club, onde os Sex Pistols tocaram pela primeira vez, enquanto em Kensington encontra-se a casa de Freddie Mercury e, em Camden Square, a casa de Amy Winehouse. Também são imperdíveis locais como o Nashville Pub, The Intrepid Fox e The Crobar.

Ponte sobre o Camden Lock (Foto: Assist Card / Divulgação)

Brasília (Brasil)

A recente formação da cidade, junto com uma juventude rebelde e um contexto político conturbado, fez Brasília ser conhecida como a Capital do Rock no Brasil. Bandas como Legião Urbana, Raimundos e Capital Inicial surgiram na cidade e ajudaram a escrever a história da música brasileira.

Desde maio de 2021, Brasília conta de forma oficial com a Rota do Rock, que mapeou 37 locais na cidade que são importantes para a história do estilo, entre os quais: o apartamento do Renato Russo; o local que sediou o Rock na Ciclovia, com shows de Plebe Rude; o Cave, no Guará, onde ocorreu o primeiro show da Legião Urbana; e a Universidade de Brasília, palco da formação de diversas bandas.

Praça dos Três Poderes em Brasília, considerada a cidade brasileira do rock (Foto: STDF/Divulgação)

Concepción (Chile)

Embora uma das bandas chilenas mais internacionais e lembradas seja a Los Prisioneros, originária da comuna de San Miguel, em Santiago, cidade onde o Lollapalooza local também foi celebrado há 10 anos, o rótulo de cidade do rock ou berço de gênero é assumido pela capital de Biobío, Concepción.

A segunda cidade mais populosa do país tem a reputação de ser uma pedreira para um grande número de bandas de rock independentes desde os anos 80. Alguns pontos-chave dessa cultura musical estão no bairro Estación, ou em lugares como a Bodeguita de Nicanor e a Casa de Salud, Bar 542, Bar Callejón e Bar Galería Aura, que mantêm viva a cena rock. Outro local imperdível é o bar Zalsi Podemos, em Talcahuano, um dos ambientes essenciais para conhecer o melhor das propostas locais.

Concepción, no Chile, é recheada de lojas de discos de rock (Foto: Assist Card / Divulgação)

Buenos Aires (Argentina)

Precursora nos anos 1970 de grandes shows ao estilo Woodstock, como o BA Rock, Buenos Aires tem uma cultura rock enraizada em clubes que deram vida a verdadeiros mitos do rock em espanhol, como Gustavo Cerati, Charly García, Luis Alberto Spinetta, Fito Páez e León Gieco.

Na hora de descobrir esses lugares fundamentais para a história do gênero, um bom ponto de partida é a iniciativa chamada La Ruta del Rock, que começa com uma visita à casa de Caseros, de José Alberto Iglesias – também conhecido como Tanguito –, indicado como o autor da primeira canção de rock argentino.

Outros locais para visitar são os estúdios Phonalex, onde Sui Generis gravou seu primeiro disco, os estúdios Supersónicos, a casa de Luis Alberto Spinetta, o canto Soda Stereo e o bar-teatro La Cueva, ao qual a gênese do rock argentino é creditada.

Luna Park concert hall, na rua Corrientes, no Sunset Buenos Aires (Foto: RPMA/Divulgação)

A origem            

Mas por que dia 13 de julho é considerado o Dia Mundial do Rock? É que esta data, em 1985, ficou marcada por um acontecimento icônico para o mundo da música. Em Londres, na Inglaterra, e na Filadélfia, nos Estados Unidos, foi promovido o Live Aid, show beneficente organizado por Bob Geldolf como apoio para a Somália e a Etiópia, que passavam por uma crise humanitária.

Por causa da relevância que o evento ganhou, a data de sua realização passou a celebrar o Dia Mundial do Rock.

Um dos concertos mais memoráveis – e relembrado recentemente com o filme Bohemian Rhapsody – foi aquele que, para muitos, é o melhor da história: Queen, liderado por Freddie Mercury, no Estádio de Wembley em Londres.

Enquanto isso, do outro lado do oceano, bandas como Black Sabbath, com Ozzy Osbourne e Bill Ward à frente, estavam no palco do Estádio John F. Kennedy, na Filadélfia. The Who, Led Zeppelin, Paul McCartney, Madonna, U2, The Beach Boys, Elton John, Sting, Judas Priest, Duran Duran, Scorpions e David Bowie também fizeram parte do line-up do festival.

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