Deficiência de vitamina D: uma epidemia agravada pela pandemia?

Conhecida como “vitamina do sol”, a vitamina D é produzida pela pele a partir da exposição aos raios ultravioletas.

Dra. Patrícia Corradi | 03/06/2021

O isolamento social durante a pandemia fez com que as pessoas circulassem menos pelas ruas e interrompessem a prática de atividade física ao ar livre. Consequentemente, houve uma redução significativa da exposição ao sol. Além de efeitos negativos diretos sobre o ciclo circadiano e sobre o humor, a baixa exposição ao sol é um conhecido fator de risco para a deficiência de vitamina D.

Conhecida como “vitamina do sol”, a vitamina D é produzida pela pele a partir da exposição aos raios ultravioletas. Em menor proporção, também está presente naturalmente em alguns alimentos – incluindo alguns peixes, grãos, óleo de fígado de peixe e gema de ovo, além de laticínios fortificados.

A vitamina D é essencial para produzir ossos fortes, porque ajuda o corpo a absorver o cálcio consumido na alimentação. Tradicionalmente, a deficiência de vitamina D é associada ao “raquitismo”, uma doença na qual o tecido ósseo não se mineraliza adequadamente, causando ossos fracos e deformidades esqueléticas em crianças. É também um fator de risco para o desenvolvimento de osteoporose e aumento da ocorrência de fraturas em adultos. Além dos efeitos sobre o esqueleto, cada vez mais, pesquisas revelam a importância da vitamina D na proteção contra uma série de problemas de saúde.

Até o momento, níveis baixos da vitamina D no sangue foram associados a:

  • Aumento do risco de morte por doença cardiovascular;
  • Comprometimento cognitivo em adultos mais velhos;
  • Asma grave em crianças;
  • Alguns tipos de câncer.

O tratamento para a deficiência de vitamina D envolve a reposição por meio de dieta e suplementos. Embora não haja consenso sobre os níveis de vitamina D necessários para uma saúde ideal, uma concentração menor que 20ng/ml é geralmente considerada inadequada e exige tratamento.

Populações especiais como idosos, recém-nascidos, gestantes, lactantes, usuários crônicos de corticoide, atletas e portadores de osteoporose com ou sem fraturas merecem um monitoramento mais rigoroso, pois podem necessitar de reposição em doses mais altas, sobretudo no período do inverno.

Com as temperaturas em queda, não descuide da sua saúde.

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