Consciência Negra: 5 filmes com protagonistas negros

A arte pode ser uma das principais formas de manifestação, resistência e inspiração de um povo. Exatamente por esse motivo que se ver representado nas telonas é tão importante. E quando o assunto é Representatividade, nada melhor do que ter isso aliado a ótimas produções, né? Por isso, separamos uma lista com 5 filmes que unem qualidade, protagonismo negro e diversão para todos os gostos.

Jader Theóphilo | 20/11/2020

Faça a Coisa Certa

Ai ai…Spike Lee na área e o coração já bate até mais forte. Dessa vez, é por um dos clássicos do cinema e possivelmente um dos mais importantes filmes da carreira do diretor americano. Lançado em 1989, o longa é ambientado no bairro do Brooklyn, em Nova York, onde a maioria da população é negra. No entanto, uma pizzaria, pertencente a uma família de origem italiana, vira motivo de uma discussão bem interessante. É que no estabelecimento, mesmo com o público majoritário sendo negro, há uma parede com fotos de apenas ídolos ítalo-americanos. Quando o ativista Buggin’ Out (Giancarlo Esposito) toca nessa questão e escancara os motivos raciais que existem nas escolhas das fotos o clima de tensão, com doses de humor, está estabelecido.

Com o pedido de inclusão de fotos de negros negado, inicia-se um boicote à pizzaria que desencadeia uma série de incidentes, tendo como desfecho uma característica sintomática e assustadora na vivencia de homens negros no mundo inteiro, a violência policial. Indicado a dois Oscars, incluindo o de Melhor Roteiro Original, é uma pedida primordial para quem gosta de cinema.

Creed

E quando um grande sucesso do cinema, dos anos de 1976, aparece novamente em cartaz? E olha que neste caso, nem se trata de um remake ou reboot, não. É que em 2015, o diretor e roteirista Ryan Coogler trouxe ao público a oportunidade de matar as saudades de Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um dos personagens clássicos de Hollywood. Além disso, traz Michael B. Jordan na pele do protagonista, Adonis Johnson.

Tudo se desenrola quando Adonis, filho do campeão de boxe Apollo Creed, decide entrar no mundo das competições profissionais de boxe e pede a Rocky Balboa, que está aposentado, para ser seu treinador. É obvio que há espaço garantido para tensão, humor e muita emoção. Aliás, nesse último quesito, fica quase impossível não se emocionar vendo uma das cenas mais icônicas de Rocky, em sua roupagem, digamos, atual. A cena da corridinha, traz com o mesmo agasalho cinza de Rocky, o mesmo gorro e gestual. Mas, dessa vez, de formas extremamente simbólica, são homens negros que o acompanham nessa etapa.

Poderes extraordinários

Em um futuro distópico, Ruth (Gugu Mbatha-Raw) é uma mulher com superpoderes tão fortes que poderiam desestabilizar as estruturas do planeta. O longa, lançado em 2018, dirigido por Julia Hart, revela que após anos vivendo escondida, a jovem precisa retornar para casa e reencontrar sua mãe e a filha que, aliás, apresenta as mesmas características que ela, os poderes sobrenaturais. Dessa forma, elas vão se unir e lutar contra para se manterem a salvo das mãos de cientistas que insistem em persegui-las.

Pantera Negra

Wakanda Forever! Finalmente o super-herói negro que a gente pediu. Aliás, não apenas um herói negro, como narrativa, elenco majoritariamente e perfeitamente preto, e ESTETICA memorável. Ainda que seja uma produção Marvel, nos padrões de Hollywood, no filme, vemos negritude na forma e no conteúdo.

Dirigido por Ryan Coogler, que escreve o roteiro ao lado de Joe Robert Cole, o longa é ambientado após a morte do rei (John Kani), fato que obriga a coroação de seu filho T’Challa (Chadwick Boseman) como o novo rei de Wakanda -o lugar mais legal do mundo- uma nação secreta escondida no continente africano. Sendo assim, o novo rei é apoiado pelas cinco tribos, pela chefe da guarda (Danai Gurira), pela irmã Shuri (Letitia Wright) e por Nakia (Lupita Nyong’o). – Mas, calma ai. Nem tudo é festa, nação wakandana.- Inesperadamente, Erik Killmonger (Michael B. Jordan), o filho de um dissidente do reino, aparece reivindicando o seu direito legitimo na disputa pelo trono do Pantera Negra. Com visão diferentes do que aquela nação já tinha visto, Killmonger cumpre o papel de um vilão que pode facilmente ser compreendido pelo público.

Operação Supletivo

Tornando essa lista mais diversa e divertida, que tal uma comédia pastelão, com dois astros atuais do humor para descontrair um pouco? Dirigida por Malcolm D. Lee, “Operação Supletivo”, de 2018, traz a união entre Kevin Hart e Tiffany Haddish em uma trama simples, mas que funciona bem.

Após ficar desempregado, Teddy (Kevin Hart) enxerga o diploma como a única maneira de retornar ao mercado de trabalho. Sendo assim, decide voltar a estudar. Porém, quando é remanejado para uma turma noturna, tem que encarar uma professora com uma metodologia questionável e alunos peculiares.

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