Conhecer e se deixar conhecer

Cristina Santos | 10/06/2021

  • Pesquisas mostram que relacionamentos íntimos, como o namoro ou casamento, estão entre as mais importantes fontes de satisfação individual. Apesar de muitos casais entrarem nessa jornada com a melhor das intenções, muitos se separam ou permanecem juntos apesar da relação deteriorada. Entretanto, alguns continuam felizes e bem-sucedidos. Qual será o segredo?
  • De acordo com estudo elaborado pelo psicólogo Martin Seligman “passar momentos significativos com parceiros amorosos é essencial para a felicidade”. Descobriram também, que casais satisfeitos são propensos a acentuar mais o lado bom da vida. Eles não apenas lidam bem com as adversidades, mas também celebram os momentos felizes e trabalham para construir e reforçar situações favoráveis.
  • Muitas pessoas acreditam que a chave para uma relação de sucesso é encontrar o parceiro certo. No entanto, o componente mais importante e estimulante de uma relação feliz não é descobrir a pessoa certa – não acredito que exista apenas uma pessoa certa para cada um de nós – mas antes aperfeiçoar a relação escolhida com a pessoa amada.
  • Talvez esse equívoco da descoberta estar acima de aperfeiçoar e construir uma relação amorosa, pode, em parte, ser atribuído ao cinema. Muitos filmes tratam da busca do amor, das duras provas e desencontros que duas pessoas passam para se encontrarem. No final do filme os namorados ficam juntos, beijam-se apaixonadamente e, pensamos, vivem felizes para sempre. O problema é que os filmes acabam onde o amor começa. E aí está o desafio:   SE DEDICAR a esse relacionamento de forma prazerosa, significativa e compartilhada. Isto leva os enamorados a negligenciarem a travessia – o dia-a-dia, as atividades, a comunicação que dão forma à relação, e a fortalecem.
  • Será que alguém imagina que uma vez encontrada o emprego dos seus sonhos, o local de trabalho ideal, já não precisa se empenhar intensamente nesse trabalho?   Isso acontece nas relações amorosas, também: o trabalho maior começa depois de nos apaixonarmos, o que significa aperfeiçoar a intimidade, e ainda,  conhecer e sermos conhecidos. Empenhar-se em conhecer o outro e se deixar conhecer por essa pessoa que está ao nosso lado. Podemos então aprofundar nossa intimidade agindo sobre o nosso conhecimento do outro – comprometendo-nos em atividades que sejam tão significativas e agradáveis para nós como para o nosso parceiro. Aí, construímos uma base passível de resistir às tempestades inevitáveis, estabelecendo um terreno fértil para que o amor e a felicidade desabrochem e floresçam. 

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