Como construir uma marca de moda forte em 2020

Um conteúdo bem trabalhado nas redes sociais e um time de influenciadores e líderes de opinião parceiros. Neste novo cenário ultra digital, os novos consumidores estão o tempo todo conectados.

Da Redação | 24/10/2020

Estratégia. Entender, escutar e dialogar com o seu consumidor são as premissas básicas que certamente podem levar você a atingir seus objetivos

“Uma das graças de viver a moda como trabalho e paixão é ter de entender, na prática, por força do ofício e do afeto, que a vida é, essencialmente uma sucessão de mudanças”, disse Costanza Pascolato, o que se tornou uma das minhas frases preferidas.

O mundo muda sem parar. Mas o mundo da moda muda mais rápido ainda. Então no ano de 2020, como construir uma marca forte e mantê-la relevante? A resposta não é simples, mas três são as premissas básicas que certamente podem levar além: entender, escutar e dialogar com o seu consumidor.

Pois bem, o primeiro passo para as marcas que já existem é entender que o seu cliente mudou. Não se compra mais como se comprava antes. A jornada da compra foi transformada. Não se trata mais só de um bom ponto de venda, uma boa vitrine, um evento bem frequentado. Mas de um longo processo não linear que inclui, além de todos os pontos acima, vários outros pontos de contato entre uma pessoa e uma marca.

Impossível não ressaltar os mais atuais: um conteúdo bem trabalhado nas redes sociais e um time de influenciadores e líderes de opinião parceiros. Neste novo cenário ultra digital, os novos consumidores estão o tempo todo conectados.

Na prática, conforme a pesquisa Global Digital Overview 2020, cada usuário fica na web mais de 100 dias por ano, ou 40% do tempo em que está acordado. Não resta a menor dúvida de que suas decisões de compra fazem parte de tantos desses dias.  

O segundo passo é escutar seu cliente, audiência e público-alvo. Dados existem para quê, se não para serem avaliados e influenciarem nas tomadas de decisões? Não se tratam apenas de números soltos, mas de informações e escuta capazes de trazer leitura sobre os desejos dos outros.

Desejos estes que já invertem todo o sistema de produção e consumo da moda e têm definido até quais vão ser as próximas tendências. Foi-se o tempo em que as fashion weeks é que ditavam o que estava por vir. O comprador que ganhou a voz das redes sociais opina, gosta, não gosta e por fim, impacta. Ganham sua lealdade, as marcas que escutam e, mais ainda, as que dialogam.

O terceiro passo está justamente no diálogo e foi bem pontuado pelo jornalista Jorge Grimberg em seu quadro imperdível, “3 minutos de Moda”, no IGTV @jorgegrimberg: “Marcas de sucesso não falam mais para o consumidor, mas através dele. As marcas que devem prosperar no futuro leem métricas e entendem o seu cliente e também entram na conversa, participando de sua cultura.”

Muito além de ler e ouvir, se tornou imprescindível responder rapidamente, acompanhar os assuntos do momento e se manifestar sobre eles, conversando bem mais do que sobre produtos.

Porque o objetivo final de uma marca relevante em 2020 não é mais a conquista de uma venda, mas a a construção de uma comunidade, on e off-line que tenha conexão emocional com a marca, e que caminhe com ela mesmo durante esse percurso de sucessão de mudanças.

Texto: Tatiana Andrade- Contatos: Instagram/@Tatirma

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