Casa 96 é um espaço plural e sustentável

De restaurante a roupas, artesanatos e até uma horta orgânica: novo espaço em BH reúne diversas atrações para quem curte modo de vida saudável.

Luís Otávio Pires | 19/11/2021

Um espaço plural e sustentável. Assim as empresárias Virgínia Barbosa, Roberta Mourão, Júlia Furtado e Amanda Malta definem o empreendimento inovador criado por elas em meados de 2020, mas que só agora, com o retorno da vida (quase) normal em meio à pandemia, abre suas portas definitivamente para os belo-horizontinos.

A Casa 96 (uma alusão ao número do local, no bairro Sion) fica em uma casa charmosa, construída nos anos 1950, mas que foi totalmente revitalizada para abrigar este empreendimento diferenciado, com projeto da arquiteta Andréa Burato. As características originais foram mantidas na reforma, como uma parede de cobogó, “descoberta” durante a obra.

Diversas atividades e atrações funcionam no espaço. Há uma loja de roupas e bijuterias/semi joias), uma de artesanatos e outra de produtos naturais e orgânicos, além do restaurante Maju e espaços para danças, meditações, vivências e massagens. Ao fundo, existem a horta orgânica de onde saem a maioria dos produtos para alimentação e um biodigestor.

Cada uma das sócias é responsável por uma atividade da Casa 96, mas todas tomam conta de tudo. Empresária de moda há anos, Virgínia Barbosa comanda a Ponto Vi com roupas e acessórios femininos. Roberta Mourão também expõe bijuterias e semi joias no mesmo espaço, além de ter uma loja que oferece produtos de artesanato, de decoração, adornos, além de curadorias de produtores e artistas de todo o Estado.

A Casa 96 também possui um empório que comercializa produtos naturais, veganos e orgânicos, desde ovos de galinha “da roça” mesmo até mel, sementes comestíveis, vinhos orgânicos, doces, queijos, entre muitos outros. Em breve, onde fica a garagem da casa, vai abrigar a loja com todos esses produtos de alimentação.

Outra atração é o espaço para a prática de balé, ioga e também vivências, em parceria com profissionais da área. Recentemente, até um grupo de integrantes de uma tribo de índios, que nunca havia saído do Estado do Acre, foi convidado para apresentar suas músicas, danças e tradições. Existe também uma sala para massagens voltadas para autoconhecimento, tais com Reike e Ayurveda.

Um charme à parte na Casa 96 é a horta orgânica nos fundos, onde são cultivados vários tipos de hortaliças e folhas. Elas são aproveitadas no restaurante e ainda são vendidas em uma feira de produtos orgânicos, aberta ao público, todas as terças e quartas-feiras.

Lá fica também um Biodigestor, equipamento utilizado para acelerar o processo de decomposição da matéria orgânica através da ausência de oxigênio (biodigestão). Entre as vantagens estão o reaproveitamento do resíduo orgânico (vindo dos restos de comida do restaurante), a produção de fertilizantes (reutilizado na horta) e biogás (canalizado para ser usado na cozinha na preparação dos alimentos).

A Casa 96 serve como ponto de coleta para a organização Massalas, especializada em gestão de resíduos por assinatura.

O restaurante Maju – junção de parte dos nomes das donas Amanda e Júlia – é um dos principais chamarizes da Casa 96. Com um cardápio saudável, tem as mesas espalhadas em três ambientes (varandas) abertos, o que é o ideal nestes tempos de pandemia.

Para seguir o conceito de sustentabilidade, o Maju também reutiliza as louças onde são servidos os alimentos aos clientes. Pratos, copos, vasilhas – tudo foi adquirido em antiquários. São peças vintages de muito bom gosto e que lembram a “casa de vó”.

Uma das opções de entrada é a sopa de cebola, que vem decorada com sementes e flores comestíveis. Antes, porém, pode-se optar um shot de uma mistura de chás naturais, especiarias e temperos, entre eles raiz de gengibre.

De prato quente, uma pedida interessante é a lasanha de berinjela, que pode ter molho de tomate de carne moída ou de sementes. De sobremesa, um doce que não é doce: bombom de tâmara envolto a cacau bem natural: açúcar zero, mas delicioso.

Há ainda no cardápio diversos sucos naturais e, para fechar a refeição, café orgânico servido numa cafeteira de prensa.

Todos os ambientes e atividades da Casa 96 são extremamente agradáveis. Importante visitar sem tempo. É um programa de várias horas.

SERVIÇO

  • Local: Rua Turibaté 96, Sion
  • Funcionamento: segunda a sexta: 10h às 19h; sábado: 9h às 14h
  • Outras informações: Instagram / @nacasa96 / @ponto.vi / @manju.oficial / @robertamourao_

FOTOS / JC