Carros por assinatura e transporte por aplicativo impulsionam negócios de aluguel de carros em Minas

Executivo regional da associação que representa o setor admite que empresas devem se adaptar a novas formas de gestão em 2022.

Da Redação | 18/07/2021

Diretor da Abla, Leonardo Soares

O aluguel para pessoas físicas alavancou os negócios do setor de locação de veículos em Minas Gerais, no primeiro semestre do ano. Neste segmento, os carros por assinatura e a procura para motoristas de aplicativos de transporte encabeçam os negócios.

A afirmação é do diretor regional da Associação Brasileira de Locadoras de Veículos Automotores (Abla) e do Sindicato das Locadoras de Minas (Sindiloc-MG), Leonardo Soares.

“Trata-se do desejo de cada vez mais pessoas em evitar aglomerações nos transportes coletivos”, avalia o executivo, que informa: “no Brasil, já são mais de 200 mil carros alugados só para os motoristas de Uber”.

Streaming automotivo

Soares acrescenta que a modalidade carros por assinatura funciona de maneira semelhante aos serviços de streaming para filmes e seriados, só que, neste caso, o serviço é voltado para os automóveis. “Por um valor fixo mensal a pessoa tem o carro novo sem se preocupar com custos de revisão, manutenção, seguros, tributos ou taxas. Paga-se pelo uso e não pela propriedade”, explica.

Segundo ele, em Minas Gerais, a atual escassez e a alta de aproximadamente 30% nos preços dos carros novos, junto com a média de quatro meses de espera para receber os veículos já comprados, estão provocando impactos na atividade de locação, que deverão se estender até 2022.

Os dados do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) mostram que, no final do ano passado 1.439 locadoras estavam ativas em Minas Gerais, com uma frota de 701.170 veículos licenciados no estado.

Retomada

“São quase 1,5 mil empresas dependendo da retomada do ritmo da produção de veículos. O problema é que nossas projeções apontam que tal retomada vai ocorrer somente em 2022”, ressalta.

Para o ano que vem, provavelmente com a pandemia mais controlada, Soares admite que as locadoras deverão se adaptar a novas formas de gestão. Para ele, as empresas precisam equilibrar a necessidade de ajuste das tarifas de aluguel às possibilidades dos clientes do Estado.

“As pequenas e médias locadoras terão de customizar ainda mais o atendimento para permanecerem competitivas no mercado mineiro”, analisa.

Foto: Abla/Divulgação

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