Belo Horizonte, 123 anos

Sem comemorações oficiais por parte da PBH, data será lembrada em algumas poucas ações culturais virtuais

Da Redação | 12/12/2020

No mesmo mês em que Minas Gerais celebra o seu tricentenário, Belo Horizonte completa 123 anos. Cercada pela Serra do Curral, que lhe serve de moldura natural e referência histórica, foi planejada e construída para ser a capital política e administrativa do estado mineiro sob influência das ideias do positivismo, num momento de forte apelo da ideologia republicana no País.

Este ano não haverá muitas comemorações, devido à pandemia. A Prefeitura de Belo Horizonte informou que não fará evento algum, por motivos óbvios, nem mesmo on-line. “A PBH e o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 seguem focados nas ações de combate à pandemia e, por esse motivo, a Belotur não terá programação de aniversário da cidade em 2020”, diz a nota enviada.

Algumas poucas ações virtuais isoladas vão ser realizadas, como a segunda edição do Mood – Festival de Moda de Belo Horizonte, com o objetivo de discutir alternativas digitais para enfrentar as complexidades advindas da pandemia.  

O evento reúne, virtualmente, empresários, estilistas, artistas, profissionais, consultores, representantes sindicais e de entidades do comércio e da indústria e promove o debate saudável para o fortalecimento da moda local, geração de empregos e renda. 

Entre as atividades estão a palestra-aula on-line “Roupas subversivas & feminismo” nesta sexta, 11, com a professora mestra em Estudos Culturais Contemporâneos e pesquisadora em Moda e Política, Valéria Said; e debate sobre inovação na moda, sustentabilidade, economia circular e a moda como agente social transformador, cultura e patrimônio material e imaterial, sábado, 12.

Outra iniciativa ligada ao aniversário de BH é o lançamento do livro História afetiva de leitores e bibliotecas em Belo Horizonte, no próximo dia 15 de dezembro, pelo Youtube (https://abre.ai/historiaafetivabh) e Facebook (https://www.facebook.com/historiaafetivaBH/).

Idealizado e desenvolvido pelas pesquisadoras na área da leitura, Cleide Fernandes, Fabíola Farias e Maria da Conceição Carvalho, a obra reúne depoimentos da população da cidade, incluindo também relatos de belo-horizontinos com participação ativa no setor literário. São 42 depoimentos espontâneos colhidos em campanha do projeto realizada nas redes sociais, além de relatos de outros 20 entrevistados com atuação na cena literária de BH. 

 FOTO / Acervo Histórico ALMG

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